Lucro da Jerónimo Martins cai 6,8% para 119 milhões de euros no primeiro trimestre

Dona do Pingo Doce e da Biedronka justifica o resultado com "os efeitos, no trimestre, dos juros e das diferenças cambiais apurados com a capitalização das rendas, de acordo com a IFRS16".
Pedro Soares dos Santos, presidente da Jerónimo Martins, empresa dona do Pingo Doce
Pedro Soares dos Santos, presidente da Jerónimo Martins, empresa dona do Pingo DoceCarlos Pimentel/Global Imagens
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O lucro da Jerónimo Martins caiu 6,8% no primeiro trimestre, face ao mesmo período de 2025, para 119 milhões de euros, anunciou esta quarta-feira, 6 de maio, a empresa.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a dona da cadeia de supermercados Pingo Doce, Biedronka e Ara justifica o resultado com "os efeitos, no trimestre, dos juros e das diferenças cambiais apurados com a capitalização das rendas, de acordo com a IFRS16" (norma internacional de contabilidade).

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) subiu 8,4% para 572 milhões de euros (+9% a taxas de câmbio constantes), com a respetiva margem a fixar-se nos 6,4%, 13 pontos base acima dos primeiros três meses do ano passado.

As vendas da Jerónimo Martins cresceram 6,3% no primeiro trimestre deste ano, face ao período homólogo, para 8,8 mil milhões de euros (+6,7% a taxas de câmbio constantes), à luz da antecipação da época de Páscoa que este ano foi no início de abril, "beneficiando, por isso e em certa medida, as vendas de março", lê-se na nota enviada ao mercado.

"No início de 2026, o rápido agravamento do contexto geopolítico aumentou ainda mais os níveis de incerteza, com impacto no comportamento dos consumidores", adianta o presidente e administrador delegado, Pedro Soares dos Santos, citado no comunicado.

Pedro Soares dos Santos acrescentou que a escalada do conflito no Médio Oriente se refletiu “na volatilidade do preço do petróleo, com efeitos imediatos e substanciais no preço dos combustíveis e, talvez ainda mais preocupante, na acentuada subida do preço dos fertilizantes, introduzindo pressão acrescida nos custos do próximo ciclo de produção alimentar que agora se inicia".

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