Marco Rubio destaca “estabilidade estratégica” nas relações entre EUA e China

O chefe da diplomacia norte-americana considerou que ambos os países concluíram que uma guerra comercial global total travada a dois seria “profundamente prejudicial” para todos.
Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano
Marco Rubio, secretário de Estado norte-americanoEPA/SHAWN THEW / POOL
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O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou esta quarta-feira que os Estados Unidos e a China alcançaram “estabilidade estratégica” nas relações, marcadas por tensões prolongadas.

“Penso que alcançámos pelo menos uma espécie de estabilidade estratégica nas nossas relações”, declarou Rubio aos jornalistas, antes da visita prevista do Presidente norte-americano, Donald Trump, a Pequim, no final de março.

O chefe da diplomacia norte-americana considerou, durante uma deslocação às Caraíbas, que ambos os países concluíram que uma guerra comercial global total entre Washington e Pequim seria “profundamente prejudicial” para as duas partes e para o resto do mundo.

Marco Rubio e Donald Trump têm considerado a China um adversário estratégico no plano internacional.

Rubio sublinhou, contudo, que os Estados Unidos continuarão a manter cautela em relação a Pequim e a procurar diversificar cadeias de abastecimento, de forma a reduzir a dependência da China.

Comprometeu-se também a prosseguir os esforços para que a China aceite negociar um acordo nuclear tripartido com os Estados Unidos e a Rússia.

Um alto responsável norte-americano reuniu-se esta semana, em Genebra, com homólogos russos e chineses, após o fim da validade do tratado New START sobre controlo de armamento nuclear.

Washington apelou ainda para o lançamento de negociações multilaterais que incluam a China.

“Eles disseram publicamente que não querem fazê-lo”, afirmou Rubio, referindo-se a Pequim.

“Mas continuaremos a pressionar, porque acreditamos que seria positivo para todos alcançarmos um acordo dessa natureza”, acrescentou.

A Rússia e os Estados Unidos detêm, de longe, os maiores arsenais nucleares do mundo, embora o da China esteja a crescer rapidamente.

Donald Trump deverá deslocar-se à China no final de março, naquela que será a sua primeira visita ao país desde o início do segundo mandato.

Marco Rubio indicou que tenciona acompanhar o Presidente. Em 2020, quando era senador, foi alvo de sanções impostas por Pequim devido ao seu apoio aos direitos humanos em Hong Kong e junto da minoria chinesa de origem muçulmana uigur.

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