

"Seria um erro [o BCE] precipitar-se para decidir um possível caminho de alteração nas taxas de juro", de acordo com François Villeroy de Galhau, membro do Banco Central Europeu.
Em causa está a guerra em curso no Médio Oriente, que fará aumentar os preços da energia. A dimensão das subidas e o respetivo impacto ainda são desconhecidos mas, de acordo com o próprio, este cenário não deve guiar as decisões de política monetária.
Nos últimos dias, foram vários os membros do BCE que surgiram em declarações públicas. O mais recente é Villeroy, que desempenha simultaneamente o cargo de Governador do Banco de França. O próprio lembra que o BCE "terá previsões económicas atualizadas na próxima reunião, dentre de duas semanas".
Recorde-se que, em resultado do conflito, o Irão fechou o estreito de Ormuz, por onde passa 20% a 25% do petróleo comercializado em todo o mundo. As forças iranianas atacaram ainda infraestruturas de produção de gás natural no Catar, obrigando à interrupção dos trabalhos.
Tudo somado, teme-se a rápida subida nos preços da energia, fruto da redução da oferta. Com isto, a inflação terá tendência para subir, o que poderia fazer os bancos centrais aumentarem novamente os juros, de forma a travar esta escalada.