O Governo tem uma dotação de 25 milhões de euros para o reforço de infraestruturas críticas (são os casos da saúde e telecomunicações), com o propósito de preparar um eventual futuro apagão. O valor decorre de fundos europeus, adiantou a ministra do Ambiente e Energia ao Diário de Notícias e Dinheiro Vivo, esta terça-feira, 13 de janeiro.É que o país conta já com "um reforço da rede", ao mesmo tempo que o Executivo está "a trabalhar no armazenamento" e promete criar condições para aqueles setores "terem acesso a energia elétrica em caso de um apagão" no futuro. "Galp e Moeve? Quem se fecha, tem medo"A ministra abordou ainda o acordo de negociações entre a Galp e a espanhola Moeve, que considera positivo para o setor. De acordo com a própria, trata-se de um caso benéfico no que diz respeito ao mercado aberto de energia, que traz aspetos positivos, a vários níveis, sem esquecer que também gera "desvantagens". .Galp e Moeve aliam-se para criar duas plataformas energéticas na Península Ibérica.O início das negociações foi conhecido na quinta-feira, 7 de janeiro, quando a energética portuguesa enviou um comunicado à CMVM. No documento, anunciou um acordo não vinculativo entre as duas empresas tendo em vista a junção dos negócios de refinação e postos de abastecimento, distribuídos por Portugal e Espanha.As negociações envolvem a criação de uma empresa independente que ficará encarregada das áreas de petroquímica, trading, combustíveis de baixo carbono e refinação. Nesta última, estará envolvida a refinaria da Galp, em Sines, assim como as duas que são detidas pela Moeve (uma em Cádis e outra em Huelva) . A participação da Galp será de, pelo menos, 20%, mas o número final ainda não está fechado.De acordo com as palavras da ministra ao DN/DV, este projeto tem associadas "vantagens no investimento, na criação de riqueza e no emprego", em linha com outros que estão a ser realizados no mesmo âmbito, no plano internacional. Sobre o facto de a Moeve passar a ter 80% do controlo sobre a refinadora de Sines, a membro do governo não tem preocupações de maior. "Perdemos o controlo de uma refinaria? Ganhamos foi de duas", atirou. Ainda assim, reconheceu que há "desvantagens", mas não detalhou o tema nem que inconveniências poderiam ser essas. De resto, não antevê perda de soberania energética, neste contexto. "Sou apologista de um mercado aberto", assinalou, até porque "quem se fecha, tem medo", atirou. Mas será que o acordo final (caso haja fumo branco nas negociações) passará no crivo de Bruxelas? "Estou convencida de que sim", ainda que não tenha abordado o tema ao pormenor..Aquecedores ligados. Portugal bateu recorde no consumo de energia elétrica na terça-feira.Consumo de energia elétrica atinge máximo histórico em 2025