Montenegro assinala que Portugal está a crescer mais do que a média da União Europeia

O primeiro-ministro diz que para tornar Portugal mais atrativo, o governo tem "valorizado o trabalho, baixado os impostos sobre os rendimentos das pessoas e as empresas para poderem investir mais”.
Montenegro esteve na inauguração da 13.ª Festival do Vinho do Douro Superior que decorre até domingo, em Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda.
Montenegro esteve na inauguração da 13.ª Festival do Vinho do Douro Superior que decorre até domingo, em Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda.FOTO: MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA
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O primeiro-ministro Luís Montenegro defendeu esta sexta-feira, 22 de maio, que a economia portuguesa se tem destacado por crescer mais do que a média da União Europeia, com uma situação financeira de equilíbrio, apesar de ter enfrentado algumas adversidades este ano.

“Naturalmente, este ano enfrentamos uma realidade que nos trouxe duas grandes adversidades: em primeiro lugar, um comboio de tempestades e, em segundo lugar, um crescendo na instabilidade internacional, em particular no Médio Oriente, com o aumento do preço dos combustíveis e outros e fatores de produção”, apontou o chefe do Executivo.

Luis Montenegro admitiu que “o desafio é enorme, mas não é português”. “Seria muito bom para todos se fosse só em Portugal. É um desafio global. Nós temos capacidade, temos hoje uma economia resistente e resiliente. Temos uma visão de diversificação dos nossos mercados que potencia e mostra que somos capazes de ultrapassar este momento e tornar Portugal num país mais competitivo e atrativo”, vincou.

O primeiro-ministro falava à margem da inauguração da 13.ª Festival do Vinho do Douro Superior que decorre até domingo, em Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda.

Esta sexta-feira, o jornal Publico escreve que as expor­ta­ções por­tu­gue­sas estão a desacelerar e fizeram soar alar­mes em Bru­xe­las. A Comis­são Euro­peia reforça aler­tas rela­ti­va­mente às expor­ta­ções por­tu­gue­sas: a perda de quota de mer­cado inter­na­ci­o­nal já regis­tada em 2025 pode pro­lon­gar-se por mais dois anos.

Para Luís Montenegro, para tornar Portugal mais atrativo é preciso investir em vários domínios, exortando o país a acompanhar o Governo.

“Para tornar Portugal mais atrativo, para isso temos valorizado o trabalho, temos baixado os impostos sobre os rendimentos das pessoas, sobre as empresas para poderem investir mais. Temos um processo da reforma do Estado com as empresas e com mais agilidade, com mais rapidez e eficiência”, disse.

O primeiro-ministro tem ainda a perspetiva de ter um marcado laboral mais dinâmico, como fazem as economias mais robustas na Europa e no mundo, e uma visão transversal de valorização do setor primário e valorizar o que o património natural proporciona, com a agricultura, a floresta ou a pecuária e a pesca.

Luís Montenegro apontou ainda que Portugal foi o país que no seio da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) teve uma maior valorização no rendimento das pessoas.

“Isto é já o resultado deste caminho e queremos também que a nossa economia, tal como a europeia, possam ter ganhos de competitividade para poder ombrear nos mercados internacionais”, concluiu.

Montenegro esteve na inauguração da 13.ª Festival do Vinho do Douro Superior que decorre até domingo, em Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda.
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