O laboratório que promete resolver os problemas digitais que as “outras empresas não conseguem”

Nascida de um Management Buyout em março, a tecnológica de capitais nacionais afirma-se no mercado global como uma “equipa de bombeiros” focada em IA, dados em tempo real e engenharia financeira.
Diogo Silva conta como começou só e com um computador
Diogo Silva conta como começou só e com um computadorNaura Innovation Lab
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A Naura Innovation Lab não é uma consultora de informática comum. Criada oficialmente no passado mês de março, após um processo de Management Buyout, esta tecnológica de capitais 100% portugueses e totalmente independentes posiciona-se no mercado global como um laboratório de engenharia de elite. Na definição do seu fundador e CEO, Diogo Silva, a Naura existe para um propósito claro: “Nós resolvemos os problemas complexos que as empresas não conseguem resolver por falta de tempo, ou de especialidade, ou o que quer que seja.”

O percurso da equipa começou de forma cativa em 2022, quando Diogo Silva foi desafiado a erguer do zero o hub digital do Radicant - o primeiro banco digital suíço assente na cloud. “Nós fomos o primeiro hub digital de uma empresa suíça fora da fronteira da Suíça”, recorda o CEO. Já este ano, perante a reestruturação da casa-mãe, a equipa de gestão portuguesa assumiu o controlo total da operação, rebatizando-a como Naura.

Hoje, a empresa mantém a responsabilidade de desenvolvimento desse gigante helvético, mas abriu o leque para concorrer no tabuleiro internacional. Embora herdem um forte legado financeiro - “a nossa especialidade são fintechs; tudo o que seja banca digital, nós sabemos o que estamos a fazer” -, a equipa recusa ficar presa a um único nicho. “Quem desenvolve software, desenvolve qualquer tipo, desde que a qualidade esteja dentro da equipa”, sublinha o líder de 37 anos.

Para lá das soluções financeiras, a Naura destaca-se pela sua robustez em Inteligência Artificial e gestão de dados em tempo real. “Nós somos agnósticos quanto à tecnologia, mas somos muito fortes em Inteligência Artificial; temos essa investida de muitos anos”, explica Diogo Silva. Foi essa competência que os levou, por exemplo, a desenhar uma solução avançada de monetização de dados para um dos maiores bancos portugueses, conta, resolvendo um desafio que a vasta estrutura interna da própria instituição não conseguia desbloquear.

Mais do que programadores dedicados, a equipa funciona como uma força de intervenção rápida para desafios extremos. “Eu costumo dizer que somos também a equipa dos bombeiros. O fogo levanta-se [algures] e temos de ir apagá-lo”, compara Diogo, referindo-se aos momentos em que parceiros de renome internacional lhes pedem engenharia urgente para salvar entregas críticas.

Sediada em Lisboa, mas com mais de 90% da sua faturação focada na Europa do Norte e Canadá, a Naura é a prova de que Portugal tem capacidade para exportar inteligência e não apenas mão de obra: “Só quem não está na área é que não entende que Portugal, neste momento, é claramente o sítio ideal para ser uma empresa de tecnologia. Existe muita qualidade dentro de portas.”

Diogo Silva conta como começou só e com um computador
“Quero criar uma estrutura onde as pessoas se sintam estúpidas se decidirem sair”
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