

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que a economia da zona euro cresça 1% tanto este ano quanto em 2027, refletindo uma visão otimista para este ano, mas com cautela para o futuro próximo.
Este crescimento moderado é influenciado pelo aumento recente dos preços da energia e pelas taxas de juro elevadas, que continuam a pressionar a atividade económica.
Apesar desta pressão, espera-se que os efeitos diminuam à medida que os preços da energia recuem e os gastos com defesa aumentem.
A previsão para este ano foi ajustada em alta, subindo 0,2 pontos percentuais, enquanto a do próximo foi revista em baixa na mesma medida em relação às estimativas anteriores.
Relativamente à inflação, a OCDE antecipa que a taxa permanecerá elevada no curto prazo por causa da subida dos preços do gás, mas deverá cair ligeiramente de 3% este ano para 2,9% no próximo.
IA e queda da energia vão impulsionar economia global
A OCDE anunciou também que a economia global deverá crescer 2,9% em 2026 e 3% em 2027, de acordo com as suas previsões atualizadas.
Estas novas estimativas representam uma ligeira revisão em alta para 2026, com um aumento de 0,1 pontos percentuais, e uma revisão em baixa para 2027, reduzida em igual medida.
A organização destacou que, apesar dos desafios económicos, como as pressões inflacionárias intensas, o crescimento limitado do rendimento real e as taxas de juro elevadas, o setor da inteligência artificial e a esperada queda nos preços da energia deverão impulsionar a economia nos próximos anos.
Durante a primeira metade do ano, o crescimento desacelerou, mas muitos países mantiveram uma certa resiliência, graças a reservas de petróleo substanciais e medidas governamentais de apoio.
No entanto, a OCDE alertou que as perspetivas económicas globais continuam dependentes da resolução da guerra no Médio Oriente.
Este conflito tem impacto significativo nos mercados de energia, com preços a subir novamente e margens de refinação elevadas a pressionarem os custos para consumidores e empresas.
Em relação à inflação, a organização prevê um aumento a curto prazo, refletindo a subida dos preços das matérias-primas.
Contudo, espera-se que a inflação desacelere gradualmente até 2027, com políticas monetárias mais restritivas e a estabilização dos preços da energia a ajudar a controlar as pressões inflacionárias.