Oito países da OPEP+ anunciaram este domingo, 5 de abril, um reforço da produção em 206 mil barris por dia, acrescentando que a reparação total das infraestruturas energéticas danificadas vai “demorar muito tempo”, sem referir o Irão.
O anúncio foi feito em comunicado, no final de uma reunião virtual entre Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, devendo as alterações aplicar-se em maio.
Os maiores aumentos serão registados na produção russa e saudita, que subirão ambas em 62 mil barris por dia, seguindo-se Iraque (26 mil) e Emirados Árabes Unidos (18 mil).
No documento, que não refere o Irão e que foi publicado no portal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), os oito países também se mostraram preocupados com os ataques a infraestruturas energéticas.
“A recuperação plena da capacidade dos ativos energéticos danificados será dispendiosa e vai demorar muito tempo, afetando, assim, a disponibilidade global do abastecimento”, disseram.
Os oito países elogiaram os Estados que têm garantido a continuidade do abastecimento, “nomeadamente através da utilização de rotas de exportação alternativas, o que contribuiu para reduzir a volatilidade do mercado”.
Os países produtores que participaram na reunião também enalteceram “a importância crucial de salvaguardar as rotas marítimas internacionais para garantir um fluxo ininterrupto de energia”.
Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã ficam, assim, com uma nova produção diária combinada de 33,7 milhões de barris de petróleo.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero - e lançou ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.