

As fontes renováveis produziram 79% da eletricidade gerada em Portugal continental no acumulado de janeiro e fevereiro, revela esta quarta-feira, 18, a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Apren), posicionando o país como o terceiro da Europa com maior incorporação renovável.
No boletim relativo a fevereiro, a Apren indica que, entre 1 e 28 de fevereiro, 77,3% da eletricidade produzida provieram de fontes renováveis — o correspondente a 4.000 GWh de um total de 5.175 GWh. Apenas a Noruega (96,2%) e a Dinamarca (90,7%) registaram percentagens mais elevadas no período considerado.
A hidrografia foi a principal fonte de geração em fevereiro, representando 37,2% do total, seguida da energia eólica com 31,3% e do solar fotovoltaico com 5,2%. Em comparação com fevereiro de 2025, a produção elétrica nacional cresceu 20,1%, impulsionada sobretudo por um acréscimo de 716 GWh na produção eólica.
No mercado, o preço médio do Mercado Ibérico de Eletricidade (Mibel) situou‑se em 5,1 euros/MWh no mês de fevereiro e em 42,4 euros/MWh no acumulado de janeiro e fevereiro — uma queda de 58,5% face ao mesmo período do ano anterior.
A Apren sublinha ainda o impacto económico associado à maior penetração renovável: só em fevereiro o país evitou gastos estimados em 48,8 milhões de euros na importação de gás natural, 101 milhões na importação de eletricidade e 44 milhões na compra de licenças de emissão de CO2.
No fecho do primeiro mês do ano, as renováveis representavam cerca de 81% da potência instalada em Portugal.