

O preço das casas em Portugal aumentou 17,6% no ano passado, mais 8,5 pontos percentuais que em 2024, revelou esta segunda-feira, 23 de março, o Instituto Nacional de Estatística (INE). E no último trimestre de 2025 (entre outubro e dezembro) atingiu um crescimento de quase 19%, concretamente, 18,9%, mais 1,2 pontos percentuais relativamente ao trimestre anterior.
São subidas exponenciais, que evidenciam que as medidas lançadas pelos últimos governos para travar esta escalada não estão a ter efeito.
No ano passado, foram vendidas 169.812 casas, um aumento de 8,6% face a 2024. Estas transações geraram um volume de negócios de 41,2 mil milhões de euros, mais 21,7%. Segundo avança o INE, a locomotiva destes crescimentos foram as casas existentes.
As transações de habitações usadas aumentaram 9,5% em número e 25% em valor. Nas casas novas, observou-se um crescimento de 5,3% no número de aquisições e de 13% no valor.
No último trimestre de 2025, esta tendência agudizou-se. Os preços das habitações existentes aumentaram 20,9% e as casas novas subiram 13,7%.
O exercício de 2025 ficou marcado por uma quebra do investimento estrangeiro em imobiliário. No total do ano, foram adquiridas 8.471 casas por compradores com domicílio fiscal fora do território nacional, por um total de 3,4 mil milhões de euros.
O INE avança que estes dados significam uma redução de 13,3% no número de transações e de 2,1% em valor, relativamente a 2024. É o terceiro ano consecutivo de quebra nas vendas a estrangeiros. Os investidores com origem na União Europeia adquiriram 4416 habitações, menos 9,6% que em 2024. Os compradores dos restantes países absorveram 4055 casas, uma descida de 17,1%.
O valor médio das transações por compradores com domicílio fiscal em Portugal correspondeu a 234.120 euros, abaixo dos 335.640 euros apurados para os investidores da União Europeia e dos 470.277 euros dos restantes países.