

Os preços das casas em Portugal subiram 8% em julho de 2026 face ao mesmo mês de 2025, revela o índice de preços da habitação do idealista, situando o preço mediano de venda nos 3.210 euros por metro quadrado — um novo máximo histórico pelo nono mês consecutivo — apesar de o ritmo anual ter abrandado face aos 8,9% registados em junho e de a variação trimestral ter fixado em 0,4%.
Segundo o portal imobiliário, a subida foi generalizada nas 20 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, com Viseu (+20,2%), Portalegre (+19,9%), Guarda (+18,7%), Vila Real (+18,1%) e Bragança (+17,8%) a registarem as maiores valorizações.
Leiria, Faro, Santarém, Beja e Coimbra também subiram a dois dígitos, enquanto Setúbal (+9,1%), Porto (+8,4%), Funchal (+8,2%), Ponta Delgada (+5,1%) e Lisboa (+4,1%) apresentaram aumentos mais moderados.
Lisboa, como era expectável, manteve‑se como a cidade mais cara para comprar casa, com um preço mediano de 6.260 euros por metro quadrado, seguida do Porto (4.276 euros por metro quadrado), do Funchal (4.036 euros por metro quadrado) e de Faro (3.885 euros por metro quadrado), enquanto Castelo Branco continuou a ser a mais barata (1.041 euros por metro quadrado).
Em termos distritais e insulares, os preços subiram em todos os 21 territórios analisados, com Santarém (+23,2%) e Viseu (+22,7%) a liderarem as valorizações.
Mais uma vez sem surpresas, o distrito de Lisboa lidera o ranking de preços com 4.781 euros por metro quadrado, seguido de Faro e Porto Santo, e a Guarda apresenta o preço mediano mais baixo (721 euros por metro quadrado).
Por regiões, o Centro foi a área geográfica que registou maior aumento nos últimos 12 meses (+15,1%), seguido do Alentejo (+14,7%) e dos Açores (+11%), enquanto a Área Metropolitana de Lisboa teve a subida mais contida (+5,6%) e permanece como a região mais cara (4.463 euros por metro quadrado).