Preços das casas disparam 19,8% no primeiro trimestre. Procura recua 10,5%

O número de transações acelerou a tendência negativa no primeiro trimestre de 2026. Ainda assim, o preço mediano não abranda e, em Lisboa, o metro quadrado já custa 5.292 euros.
Lisboa, Cascais e Oeiras registam os preços mais altos na habitação em Portugal, até março.
Lisboa, Cascais e Oeiras registam os preços mais altos na habitação em Portugal, até março.Orlando Almeida/Global Imagens
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Os preços da habitação subiram 19,8% no primeiro trimestre, para 2.337 euros por metro quadrado. O valor significa uma aceleração face ao observado no período anterior (17,5%). Em simultâneo, a procura por alojamentos familiares diminuiu.

Os dados são do INE e indicam mais um disparo nos preços. O valor mediano mais elevado foi registado no município de Lisboa (5.292 euros por metro quadrado). Seguiram-se dois municípios vizinhos, Cascais (5.000 euros/m2) e Oeiras (4.511 euros/m2), no trimestre de janeiro a março.

Entre os 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, quase metade (11) viram uma aceleração na taxa homóloga de subida nos preços.

Em comparação com as subidas observadas no quarto trimestre do ano passado, os maiores aumentos tiveram lugar no Funchal, com mais 25,2 pontos percentuais (p.p.) e Guimarães (mais 24,1 p.p.). Em contrapartida, a maior desaceleração teve lugar em Matosinhos (menos 11,9 p.p.), acrescenta o INE.

Procura em queda

Os números dão conta de uma descida de 10,5% no número de transações de alojamentos familiares, para um total de quase 36 mil transações. Trata-se de uma desaceleração face ao quarto trimestre de 2025 (à data, um decréscimo de 5,3%, para 40,1 mil transações).

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