Os preços das propriedades comerciais em Portugal aumentaram 10,1% em 2025, a maior subida desde o início da série histórica, anunciou esta segunda-feira, 25, o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O crescimento representou um acréscimo de 5,4 pontos percentuais face à variação registada em 2024.
O INE ressalva, porém, que as propriedades comerciais continuaram a apresentar uma variação inferior à do mercado residencial: o Índice de Preços da Habitação (IPHab) cresceu 17,6% em 2025, uma taxa 7,5 pontos percentuais acima da verificada para o IPPCom (Índice de Preços das Propriedades Comerciais).
Ambos os índices aceleraram, mas o aumento mais intenso no imobiliário habitacional ampliou o diferencial entre as taxas de crescimento em 3,1 pontos percentuais face a 2024 (quando o diferencial foi de 4,4 pontos).
O IPPCom mede a evolução dos preços das propriedades comerciais transacionadas no território nacional e, tal como o IPHab, é calculado com recurso a informação administrativa fiscal — nomeadamente os dados do IMT e do IMI.
No que se refere às transações de habitação, o INE indica que as aquisições por setores institucionais que não as famílias representaram 21.180 do total de 169.812 alojamentos transacionados em 2025, correspondendo a um peso relativo de 12,5% — o valor mais baixo desde o início da série disponível (2019).
Esta redução resultou de uma queda de 2,8% no número de aquisições por esses restantes setores face a 2024, enquanto as famílias aumentaram as compras em 10,5%, totalizando 148.632 transações.
Em termos de valor, as vendas de alojamentos a compradores não familiares totalizaram 5,4 mil milhões de euros (+6,4% face a 2024), ao passo que o valor das vendas de habitação às famílias cresceu 24,4%, para 35,7 mil milhões.