

Os preços na produção industrial dispararam 4,9% em abril, face ao mesmo mês do ano passado, na zona euro e na UE. Por comparação com os dados de março, registaram-se escaladas de 0,6% e 0,7%, respetivamente.
A variação homóloga superou largamente aquela que se assinalou em março, quando os preços avançaram 3,4% na zona euro e 3,1% na UE.
De acordo com os dados do Eurostat, a energia esteve em foco. Pressionados pelas consequências da guerra no Golfo, os preços naquela categoria subiram 12,3%, na zona euro, face a abril de 2025.
Seguiram-se acréscimos de 3,9% nos bens intermédios, 2,1% nos bens capitais e 2,7% nos bens consumíveis duráveis. A exceção diz respeito aos bens consumíveis não duráveis, que desceram 0,2%. Excluindo a energia, os preços subiram 2,3%.
No caso da UE, observou-se uma subida homóloga de 12,6% no mês de abril. Os bens intermédios ficaram 3,7% mais caros, os bens capitais subiram 1,9%, os bens consumíveis duráveis subiram 2,5% e os bens consumíveis não duráveis baixaram 0,2%.
Alterações mensais mostram tendência distinta
Na variação mensal, a tendência de subida é notória, ainda que as mexidas na energia sejam menos preocupantes. Em abril, face a março, os preços na produção industrial até baixaram na aquele setor, na ordem de 0,4%, ao nível da zona euro.
Por outro lado, verificam-se subidas de 1,8% nos bens intermédios, 0,3% nos bens capitais e 0,3% nos bens consumíveis duráveis, ao passo que mostraram estabilidade nos bens consumíveis não duráveis.
Na UE, porém, os preços adiantaram-se 0,3% na energia. Tal como na área da moeda única, ocorreram acréscimos de 1,8% nos bens intermédios, 0,3% nos bens capitais e 0,3% nos bens consumíveis duráveis, assim como estabilidade nos bens consumíveis não duráveis.
Portugal com sinais diferentes
A economia portuguesa registou um disparo de 4,5% em abril, por comparação com o mesmo mês do ano passado. Em causa está uma subida abaixo da média, mas uma especialmente aceleração agressiva face à subida de 0,6% no mês precedente.
Pelo contrário, na comparação mensal, Portugal registou uma subida de 2,1%, ou seja, uma das mais intensas de entre os Estados-membros (3,0% em março).