Pressão na economia faz disparar insolvências

Em julho, registou-se um crescimento de 58% no número de insolvências. Constituição de empresas caiu 21%, diz a Iberinform.
O setor da construção e obras públicas destaca-se pelo forte dinamismo. Continua a criar novas empresas.
O setor da construção e obras públicas destaca-se pelo forte dinamismo. Continua a criar novas empresas.Foto: Reinaldo Rodrigues
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O tecido empresarial português dá sinais de pressão. Em julho, as insolvências dispararam 58%. Segundo o relatório mensal da Iberinform, foram declaradas insolventes 163 empresas no mês passado, mais 60 do que no mesmo período de 2025. Também a constituição de empresas sofreu um revés, de acordo com os dados desta especialista em análise de risco de crédito. Em julho, foram criadas 3695 novas empresas, menos 999 do que no mesmo mês de 2025, o que traduz uma redução de 21%.

nos primeiros sete meses do ano, o número de ações de insolvência no país cresceu 5,5% face ao mesmo período de 2025, impulsionado pelo aumento de 2,8% das insolvências apresentadas pelas próprias empresas e de 8,2% requeridas por terceiros. Segundo avança a Iberinform, os distritos de Lisboa (256), Porto (221) e Braga (138) concentram o maior número de insolvências.

Contudo, enquanto Lisboa registou um crescimento homólogo de 14% nas insolvências, o Porto e Braga apresentaram reduções de 14% e 4,2%, respetivamente. Os maiores aumentos verificaram-se nos setores de telecomunicações (50%), hotelaria e restauração (29%) e outros serviços (17%).

Menos empresas

O mês de julho ficou também marcado por uma quebra na constituição de novas empresas no país. O relatório adianta que foram constituídas 3695 sociedades, menos 999 do que no mesmo mês do ano anterior, ou uma redução homóloga de 21%. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, verificou-se uma quebra de 7,8%, para 30.635. Lisboa continuou a liderar a criação de empresas, com 10.112, seguida do Porto (5757) e Setúbal (2619). Contudo, todos estes distritos apresentam decréscimos face ao período homólogo.

Apenas o setor da construção e obras públicas apresentou crescimento nas constituições, mais 5,7%. Em sentido contrário, destacam-se as reduções verificadas nas atividades da eletricidade, gás e água (uma quebra de 37%), agricultura, caça e pesca (menos 31%), telecomunicações (diminuição de 25%) e comércio a retalho (decréscimo de 17%).

Para a Iberinform, que também fornece soluções de gestão de clientes para as áreas financeiras, de marketing e internacional, “estes indicadores revelam um contexto de maior pressão sobre o tecido empresarial português, marcado por um aumento das situações de insolvência e por uma menor dinâmica na criação de novas empresas”.

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