

O secretário da Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou na segunda-feira que, desde a captura do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foram vendidos pelo menos 150 milhões de barris de petróleo venezuelano.
"Arredondando, provavelmente terão sido vendidos 150 milhões de barris de petróleo venezuelano, talvez um pouco mais, mas algo assim, desde 03 de janeiro", declarou Wright durante uma intervenção no fórum Semafor World Economy, realizado em Washington.
O responsável estimou em mais de 1,2 milhões de barris de crude por dia a produção atual do país latino-americano, o que representa, segundo explicou, um aumento face ao "pouco menos de" um milhão de barris diários antes da captura de Maduro em janeiro.
Wright sublinhou que um dos objetivos do Governo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é atrair novamente as petrolíferas norte-americanas para Caracas, e apontou que existem cinco empresas petrolíferas dos EUA na Venezuela, desde produtores offshore — empresas que exploram, desenvolvem e extraem petróleo e gás no leito marítimo — até produtores convencionais e não convencionais em terra.
Por outro lado, o titular da pasta da Energia considerou "um prazo muito ambicioso" esperar que os preços do petróleo baixem este verão, prevendo, nesse sentido, preços da energia "altos e talvez, até, em alta" até que se consiga um "tráfego marítimo significativo" através do estratégico estreito de Ormuz.
"Uma vez terminado o conflito e quando a energia voltar a fluir, começará a verificar-se uma pressão em baixa, embora demore algum tempo", precisou Wright, sublinhando ainda que "quanto mais se prolongar o conflito, mais tardará a recuperação".
Maduro foi capturado no âmbito de uma operação realizada no início de janeiro pelo Exército norte-americano, em cumprimento de um mandado de captura do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que acusa o antigo Presidente venezuelano de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e posse de armas.
Em janeiro passado, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou uma "associação produtiva" de longo prazo com os Estados Unidos, depois de Washington ter levantado as sanções a Caracas para permitir às empresas norte-americanas operar no mercado petrolífero venezuelano, como parte de um processo iniciado a 07 de janeiro que autoriza a venda e o transporte de crude para todo o mundo.
Isso abriu caminho para que a companhia estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) assinasse novos contratos de fornecimento com empresas comercializadoras de petróleo e derivados, destinados ao mercado norte-americano.
O próprio Presidente dos Estados Unidos qualificou como "realmente bom" o trabalho realizado por Rodríguez na exploração dos recursos petrolíferos, destacando que estão a ser extraídos "milhões, literalmente milhões de barris de petróleo".