Projeto de central de biogás e biometano em Monforte em consulta pública

A fase de consulta pública de licenciamento ambiental do projeto Capwatt Biometano Monforte teve inicio no dia 22 de dezembro de 2025.
Projeto de central de biogás e biometano em Monforte em consulta pública
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O projeto para a construção de uma central de biogás e biometano em Monforte, no distrito de Portalegre, num investimento de 18,5 milhões de euros, está em consulta pública até 03 de fevereiro.

De acordo com a informação disponível no portal Participa (www.participa.pt), consultado hoje pela agência Lusa, a fase de consulta pública de licenciamento ambiental do projeto Capwatt Biometano Monforte teve inicio no dia 22 de dezembro de 2025.

No resumo não técnico do Estudo de Impacte Ambiental (EIA), é explicado que este projeto vai proceder primeiro à produção de biogás para posterior produção de biometano e recuperação de CO2 [dióxido de carbono], “por intermédio da purificação” do biogás produzido.

“Serão utilizadas como matérias-primas efluentes pecuários e águas residuais resultantes da produção de óleo por extração do bagaço de azeitona, provenientes de um lagar”, lê-se no documento.

A central vai ocupar uma área total de cerca de 53.270 metros quadrados numa propriedade rural, próxima da unidade industrial da Oleoalegre, que fornecerá, por conduta elevatória, as águas residuais do processamento de bagaço de azeitona.

A capacidade de produção máxima instalada da unidade, considerando uma laboração 24 por dia e 365 dias por ano, o que equivale a 8.760 horas/ano, será de 4.018 toneladas anuais de biometano e de 7.528 toneladas anuais de CO2, de acordo com o EIA.

Segundo o documento, esta produção vai valorizar “um máximo de 154.700 toneladas ano” de efluentes pecuários e águas residuais resultantes da extração de óleo do bagaço de azeitona.

“Prevê-se que a digestão anaeróbia destes resíduos resulte na produção de biometano equivalente a 61 GWh (gigawatts-hora) por ano”, acrescenta a empresa promotora.

No documento é também referido que a fase de construção terá uma “duração de 14 meses”, devendo arrancar ainda este ano. Já o início da exploração, “expectavelmente”, deverá arrancar no “2.º semestre de 2027”.

Durante o período de construção, o projeto deve contar com uma média total de 15 trabalhadores, lê-se também no documento.

Na consulta do processo no portal Participa é ainda possível ler que, em termos globais, os impactes positivos do projeto “sobrepõem-se” aos efeitos de natureza negativa.

“Destaca-se igualmente o baixo nível de impacte negativo gerado por este projeto, quer na fase de construção, quer na fase de exploração”, acrescentou a empresa promotora.

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