PRR: Mecanismos de controlo de duplo financiamento “plenamente operacionalizados"

A garantia é da Estrutura de Missão, que está encarregue da monitorização da execução do PRR. A própria esclareceu que houve uma “evolução substancial”, sobretudo através da aplicação FinDup.
Prédios estão em remodelação completa, com recursos do PRR.
Prédios estão em remodelação completa, com recursos do PRR.Leonardo Negrão
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A Estrutura de Missão assegurou que os mecanismos de controlo de duplo financiamento no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) estão “plenamente operacionalizados”, esclarecendo que mantém “linhas de reporte” ao Ministério Público (MP).

A Estrutura de Missão Recuperar Portugal (EMRP), responsável por monitorizar a execução do PRR, precisou hoje, em comunicado, que em matéria de mecanismos de controlo de duplo financiamento houve uma “evolução substancial”, sobretudo, através da aplicação FinDup.

Esta aplicação permite o cruzamento de dados provenientes de fontes como a Agência para o Desenvolvimento e Coesão (AD&C), Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP), Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, Financial Transparency System e da própria EMRP.

De acordo com os dados mais recentes desta aplicação, foram submetidas cerca de 7.807 análises prévias a 9.316 candidaturas e 4.763 análises posteriores, que abrangem 121.566 projetos.

Estes números “demonstram de forma inequívoca” que os mecanismos de controlo “não só existem como estão plenamente operacionalizados”.

O Jornal de Notícias avançou, esta quarta-feira, que o último relatório de auditoria e controlo do Ministério Público ao PRR aponta falhas no sistema de fiscalização em áreas como corrupção, fraude, duplo financiamento e conflitos de interesse.

O documento revelou ainda que o levantamento das irregularidades encontradas está impedido por insuficiências na aplicação do Sistema de Controlo Interno (SCI), cuja responsabilidade é da Recuperar Portugal.

A EMRP garantiu manter linhas de “reporte, comunicação e partilha de informação” com o Ministério Público, mas também com órgãos de polícia criminal, Procuradoria-Europeia e restantes entidades de auditoria e controlo.

Por outro lado, detalhou que o SCI complementa verificações de gestão, análises sistemáticas da AD&C, controlos dissociados do mecanismo de verificação, ações de mitigação de risco, verificações administrativas e no local, ações de controlo sobre marcos e metas, mecanismos de ‘follow-up’ (acompanhamento) e reverificações independentes.

Neste sentido, insistiu que o SCI está implementado e que funciona de modo contínuo e documentado.

“A EMRP reitera o seu compromisso com a transparência, a boa governação e a integridade na gestão dos fundos europeus”, concluiu.

Na terça-feira, o presidente da Comissão de Auditoria e Controlo do PRR, António Ferreira dos Santos, defendeu, na Assembleia da República, que o sistema de controlo do plano não é perfeito, mas dá “sérias garantias de que as situações são controladas".

O PRR, que tem um período de execução até 2026, pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.

Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.

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