

Os pagamentos aos beneficiários do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) atingiram 12.274 milhões de euros até ao final de abril, o que corresponde a 55% do valor contratado e a 56% do aprovado, foi anunciado.
De acordo com o último relatório de monitorização, com dados até esta quarta-feira, a execução do plano continua em 61%.
Com os maiores valores recebidos estão as empresas (4.260 milhões de euros), as entidades públicas (2.590 milhões de euros) e as autarquias e áreas metropolitanas (1.932 milhões de euros).
Seguem-se as empresas públicas (1.318 milhões de euros), as escolas (628 milhões de euros), as instituições do ensino superior (475 milhões de euros), as instituições da economia solidária e social (414 milhões de euros), as instituições do sistema científico e tecnológico (343 milhões de euros) e, por último, as famílias (314 milhões de euros).
Por sua vez, as aprovações de projetos estão em 23.029 milhões de euros, o que equivale a 105% do valor contratado.
A liderar as aprovações estão as empresas (8.084 milhões de euros), seguidas pelas entidades públicas (4.965 milhões de euros) e pelas autarquias e áreas metropolitanas (4.735 milhões de euros).
Destacam-se ainda as empresas públicas (2.789 milhões de euros) e as instituições do ensino superior (1.006 milhões de euros).
Abaixo disto estão as escolas (992 milhões de euros), as instituições da economia solidária e social (840 milhões de euros), as instituições do sistema científico e tecnológico (750 milhões de euros) e as famílias (475 milhões de euros).
Até quarta-feira, o PRR recebeu 511.318 candidaturas, sendo que 476.209 foram analisadas e 378.554 aprovadas.
O PRR conta com 37 investimentos em estado preocupante ou crítico, como a habitação a custos acessíveis, segundo o novo relatório da Comissão Nacional de Acompanhamento, que foi hoje apresentado.
O sexto relatório de acompanhamento do PRR, que cobre o período entre junho de 2025 e março de 2026, analisou dados relativos a 127 investimentos.
Destes, 21 foram classificados como em estado “preocupante” e 16 em “crítico”.
Já 34 estão “alinhados com o planeamento” e 20 receberam a avaliação “necessário acompanhamento”.
Por sua vez, 23 investimentos estão concluídos, oito foram retirados e cinco não foram acompanhados.
Em estado crítico aparecem, por exemplo, o parque público de habitação a custos acessíveis, a bolsa nacional de alojamento urgente temporário, a modernização e renovação de áreas hospitalares e equipamentos para hospitais, a rede nacional de cuidados continuados integrados e a rede nacional de cuidados paliativos, os cuidados de saúde primários com mais respostas e a nova geração de equipamentos e respostas sociais, escovas novas ou reabilitadas.
O PRR pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.
Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.