O oitavo pedido de pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que Portugal submeteu a Bruxelas em novembro de 2025, deverá ser pago em fevereiro, adiantou esta quinta-feira, 15, a Estrutura de Missão Recuperar Portugal.“Em fevereiro perspetivamos receber o oitavo pedido de pagamento”, afirmou o presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, Fernando Alfaiate, no congresso “Fundos Europeus 2025: Execução, Fiscalização e Futuro”, em Lisboa, que é promovido pelo Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal.No dia 14 de novembro de 2025, Portugal submeteu à Comissão Europeia o oitavo pedido de pagamento do PRR, que integra a comprovação de 22 marcos e metas, a que se juntaram outros 14, que foram submetidos de forma antecipada.Já no que se refere à execução do plano, Fernando Alfaiate considerou ser normal verificar-se um incremento no último ano do plano.Contudo, em matéria de pagamentos, sublinhou que “2027 ainda é ano de trabalho”.Neste sentido, precisou que, apesar de a execução do PRR ter como ‘deadline’ (data limite) agosto de 2026, não existe um prazo oficial para o pagamento final, o que notou ser uma vantagem, que tem de ser aproveitada.Já sobre o modelo de governação do plano, a Estrutura de Missão disse que, quando existem condições de mercado e os processos estão prontos, há capacidade de avançar.Porém, quando o que está em causa são obras complexas, licenciamento e falta de mão-de-obra, registam-se “grandes problemas e atrasos”, que já levaram, por exemplo, a que alguns projetos tivessem de ser retirados do PRR.O PRR, que tem um período de execução até 2026, pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.Na mesma sessão, a presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão (AD&C), Cláudia Joaquim, referiu que, quando ouve que os fundos, em Portugal, são mal aplicados, gostava de ver indicadores que o comprovassem.“Provavelmente, depois do jogo, podíamos jogar melhor, mas não há dúvida de que estes 40 anos foram fundamentais para o desenvolvimento económico de Portugal, que tem um histórico consistente de boa execução de fundos europeus”, sublinhou.A presidente da AD&C, agência encarregue da coordenação geral dos fundos europeus, adiantou ainda que o Portugal 2030 conta, até dezembro, com um total de 15.602 milhões de euros de fundos a concurso, num total de cerca de 22.905 milhões de euros de fundo programado.Contabilizam-se ainda 1.262 avisos lançados e 232 abertos.O plano anual conta com 220 avisos aprovados, com uma dotação associada de 3.800 milhões de euros.