

A Reserva Federal norte-americana (Fed) decidiu manter as taxas de juro no intervalo entre 3,75% e 4%, tal como antecipado pelos analistas e após uma reunião de dois dias, foi esta quarta-feira, 28 de outubro, anunciado, em comunicado.
A decisão não foi unânime, com dois membros do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) a terem votado contra, preferindo uma subida de 0,25 pontos percentuais.
"O Comité decidiu manter o intervalo-alvo para a taxa dos fundos federais entre 3,75% e 4%, em apoio ao duplo mandato da Reserva Federal", indica, na referida nota.
Segundo a Fed, "a atividade económica está a expandir-se a um ritmo forte" e apesar de a incerteza continuar "elevada em parte devido à evolução da situação geopolítica, o consumo interno tem-se mostrado resiliente".
Já o "crescimento da produtividade é forte e o investimento de capital é robusto" e a criação de emprego "tem acompanhado o crescimento da população ativa e a taxa de desemprego tem-se mantido praticamente inalterada", argumenta.
O banco central norte-americano, reconhece, contudo, que "a inflação mantém-se elevada" e sublinha que novas informações irão ajudar o FOMC a definir "a postura de política monetária adequada para garantir o regresso" à meta dos 2%.
A Fed reiterou que o "Comité assegurará a estabilidade dos preços".
Esta decisão ocorre a menos de uma semana das eleições de meio de mandato -'midterms'-, que representarão um teste de fogo para o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Surge, além disso, depois de na reunião de setembro o banco central ter subido as taxas pela primeira vez em mais de três anos e apesar de a inflação continuar a pressionar a economia norte-americana.
Os analistas tinham antecipado que um aumento da taxa de juro neste contexto não parecia a opção mais provável, mas admitem que possam subir em dezembro.