Seul e EUA prometem gerir tarifas "de forma estável" após pressão de Trump

Num comunicado, a diplomacia sul-coreana disse garantiu esforços internos da Coreia do Sul para implementar o pacto comercial alcançado em novembro.
Seul e EUA prometem gerir tarifas "de forma estável" após pressão de Trump
FOTO: EPA / AL DRAGO / POOL
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A Coreia do Sul e os Estados Unidos concordaram em gerir "de forma estável" a implementação de um acordo comercial bilateral, após Donald Trump ameaçar com mais tarifas devido a atrasos na aplicação do pacto.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano disse que o consenso foi alcançado numa reunião entre o chefe da diplomacia de Seul, Cho Hyun, e o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Num comunicado, a diplomacia sul-coreana disse que Cho informou Rubio sobre os esforços internos da Coreia do Sul para implementar o pacto comercial alcançado em novembro.

Por outro lado, o ministério reforça o compromisso de Rubio em avançar com acordos de energia nuclear e garantir a aprovação dos EUA para que Seul desenvolva submarinos de propulsão nuclear, integrados nas forças conjuntas destacadas na península coreana.

Em 27 de janeiro, a Presidência da Coreia do Sul já tinha anunciado que iria reiterar aos Estados Unidos a intenção de cumprir o acordo comercial de novembro.

"Dado que o aumento das tarifas só entra em vigor após procedimentos administrativos, como a sua publicação no Registo Federal, o Governo sul-coreano planeia transmitir à parte norte-americana a vontade de cumprir o acordo tarifário, ao mesmo tempo que responderá de forma serena e gradual", afirmou em comunicado o gabinete presidencial.

A declaração surgiu após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar na rede social que detém, a Truth Social, aumentar de 15% para 25% as tarifas sobre “automóveis, madeira, produtos farmacêuticos e todos os outros produtos sujeitos a tarifas recíprocas”.

Na altura, o Ministério da Economia e das Finanças sul-coreano disse que iria solicitar cooperação parlamentar para a tramitação do projeto de lei.

O documento, apresentado ao parlamento em novembro, visa apoiar o compromisso de investimento de 350 mil milhões de dólares (296 mil milhões de euros) da Coreia do Sul nos Estados Unidos, parte do acordo que fixava uma tarifa básica de 15% para esses setores.

Alguns observadores indicam que a ameaça de Trump poderia ter como objetivo acelerar a aprovação do projeto, antes da iminente decisão do Supremo Tribunal dos EUA sobre a legalidade das tarifas recíprocas da Administração norte-americana.

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