Situação financeira e perspetivas futuras puxam confiança dos consumidores para mínimos de 2023

Em contrapartida, o indicador de clima económico aumentou em abril após ter diminuído em março, salienta o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Situação financeira e perspetivas futuras puxam confiança dos consumidores para mínimos de 2023
Rui Oliveira/Global Imagens
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O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou esta quarta-feira, 29, os resultados dos inquéritos de conjuntura referentes a abril, que revelam uma queda da confiança dos consumidores até ao nível mais baixo desde novembro de 2023, enquanto o indicador de clima económico das empresas voltou a subir após ter recuado em março.

Nos consumidores, a deterioração acumulou‑se ao longo dos últimos três meses, com uma quebra particularmente pronunciada em março, e deve‑se sobretudo às avaliações negativas sobre a evolução passada da situação financeira dos agregados familiares e às perspetivas desfavoráveis quanto à situação financeira futura das famílias e à situação económica do país.

Em contrapartida, as expectativas sobre a realização de compras importantes pelas famílias deram um contributo positivo.

Quanto aos preços, o saldo das apreciações sobre a evolução passada aumentou de forma significativa em abril, registando o maior crescimento desde maio de 2008, ao passo que o saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços diminuiu depois de três meses de subidas — em março tinha registado uma forte subida, a segunda maior da série, atingindo o nível mais alto desde março de 2022.

No universo empresarial, o clima económico melhorou em abril. A confiança subiu no comércio e na construção e obras públicas, embora tenha recuado nos serviços e na indústria transformadora, sendo que, nesta última, o indicador caiu sobretudo devido a contributos negativos dos stocks de produtos acabados e, de forma expressiva, das perspetivas de produção, que atingiram o valor mais baixo desde outubro de 2023.

As expectativas dos empresários sobre os preços de venda aumentaram em todos os setores, com a construção a registar o valor mais elevado desde novembro de 2022, e, relativamente ao investimento, a maioria das empresas antecipa estabilização em 2027 face a 2026 — 65,8% na indústria transformadora e 69,7% nos serviços.

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Confiança dos consumidores cai em fevereiro e clima económico aumenta
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