

A taxa de desemprego baixou para 6% em 2025, menos 0,4 pontos percentuais do que no ano anterior e o valor anual mais baixo desde 2011, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo o INE, em 2025, também a taxa de subutilização do trabalho se situou em mínimos de 14 anos, nos 10,2%, 0,8 pontos percentuais abaixo do ano anterior.
Já a taxa de desemprego de jovens (16 a 24 anos) foi de 19,5%, menos 2,1 pontos percentuais do que no ano anterior, enquanto a proporção de desempregados de longa duração foi estimada em 36,8%, menos 0,1 pontos percentuais do que em 2024.
Em 2025, a média anual da população empregada foi de 5.275,3 mil pessoas e aumentou 3,2% (163,0 mil) em relação ao ano anterior.
A população desempregada, estimada em 337,1 mil pessoas, diminuiu 4,0% (14,0 mil) face a 2024.
No ano passado, a população inativa total foi estimada em 5.191,7 mil pessoas e diminuiu 0,3% (13,3 mil) em relação ao ano anterior, correspondendo à segunda média anual mais baixa desde 2011 depois da registada em 2023 (5.163,0 mil).
A população inativa com 16 e mais anos, que correspondeu a 3.734,4 mil pessoas, diminuiu 0,2% (8,1 mil) em relação a 2024.
Já a taxa de inatividade foi de 40,0%, tendo diminuído 0,7 pontos percentuais em relação a 2024 e atingido o valor mais baixo desde 2011.
Em 2025, a taxa de emprego situou-se em 57,3% e aumentou 0,9 pontos percentuais em relação a 2024.
No ano em análise, a média anual da subutilização do trabalho (que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis, e os inativos disponíveis, mas que não procuram emprego) abrangeu 586,6 mil pessoas, menos 4,2% (25,5 mil) do que em 2024.
A população desempregada representou mais de metade (57,5%) da subutilização do trabalho, enquanto o peso do subemprego de trabalhadores a tempo parcial (126,9 mil) diminuiu para 21,6%.
Os dados do INE apontam ainda que o grupo dos inativos disponíveis, mas que não procuram emprego, se manteve como a terceira componente com mais peso na subutilização do trabalho (16,1%), abrangendo 94,7 mil pessoas.
Já os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis para trabalhar (28,0 mil) corresponderam a 4,8% da subutilização do trabalho.
Descida para 5,8% no último trimestre
No que diz respeito ao quarto trimestre do último ano, a taxa de desemprego foi de 5,8%, menos 0,9 pontos percentuais do que no trimestre homólogo e um valor idêntico ao do trimestre anterior.
Entre outubro e dezembro, a população desempregada, estimada em 326,3 mil pessoas, manteve-se praticamente inalterada em relação ao trimestre anterior e diminuiu 11,4% (42,0 mil) relativamente ao trimestre homólogo.
A taxa de desemprego de jovens (16 a 24 anos) foi estimada em 19,8%, tendo aumentado em relação ao trimestre anterior (1,0 pontos percentuais) e diminuído em comparação ao homólogo (2,0 pontos percentuais).
No quarto trimestre de 2025, a taxa de desemprego foi superior à média nacional (5,8%) na Península de Setúbal (8,0%) no Norte (6,0%) e no Alentejo (5,9%), igualou a média na Grande Lisboa e foi inferior no Algarve (5,3%) no Oeste e Vale do Tejo (5,2%), nas regiões autónomas dos Açores (5,1%) e da Madeira (4,9%) e no Centro (4,5%).
Em relação ao trimestre anterior, observaram-se acréscimos em cinco regiões, o maior dos quais na Península de Setúbal (1,1 pontos percentuais) e decréscimos em quatro regiões, destacando-se o da região Centro (0,6 pontos percentuais).
Na comparação homóloga, a taxa de desemprego aumentou em duas regiões, com o maior aumento na Península de Setúbal (0,3 pontos percentuais), e diminuiu nas restantes, com destaque para a redução na Grande Lisboa (1,6 pontos percentuais).
Já a subutilização do trabalho (que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis, e os inativos disponíveis, mas que não procuram emprego) abrangeu 571,2 mil pessoas no último trimestre de 2025, menos 0,5% (2,7 mil) face ao trimestre anterior e 8,7% abaixo (54,3 mil) do período homólogo.
A taxa de subutilização do trabalho, estimada em 9,9%, igualou a do trimestre anterior e diminuiu 1,2 pontos percentuais em termos homólogos.
No quarto trimestre de 2025, 36,1% da população desempregada encontrava-se nesta condição há 12 ou mais meses (desemprego de longa duração), valor superior em 0,2 pontos percentuais ao do trimestre precedente e inferior em 1,4 pontos percentuais ao do trimestre homólogo.
No que se refere à população inativa com 16 e mais anos, (3.730,1 mil) aumentou 0,7% (26,5 mil) em relação ao trimestre anterior e diminuiu 0,2% (7,2 mil) relativamente ao homólogo.
A taxa de inatividade da população com 16 ou mais anos situou-se em 39,7%, valor superior em 0,1 pontos percentuais ao do terceiro trimestre de 2025 e inferior em 0,7 pontos percentuais ao do quarto trimestre de 2024.
Quanto à população empregada (5.339,5 mil pessoas) aumentou 0,1% (7,4 mil) em relação ao trimestre anterior e 3,7% (190,7 mil) relativamente ao trimestre homólogo de 2024.
Segundo o INE, a proporção da população empregada em teletrabalho, isto é, que trabalhou a partir de casa com recurso a tecnologias de informação e comunicação, foi de 21,2% (1.129,4 mil pessoas), superior em 1,8 pontos percentuais à do terceiro trimestre de 2025 e em 0,7 pontos percentuais à do quarto trimestre de 2024.