

A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação situou‑se em 3,079% em fevereiro, abaixo dos 3,111% registados em janeiro de 2026 e dos 3,830% de fevereiro de 2025, segundo os dados divulgados esta quinta-feira, 19, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Trata‑se, adianta o INE, de uma queda de 3,2 pontos base face a janeiro e do 25.º mês consecutivo de redução desta taxa.
Esta trajetória descendente tem vindo a acentuar‑se desde fevereiro de 2024, quando a taxa se encontrava em 4,641%. A partir daí a evolução foi sustentada, com a taxa a descer para menos de 4% em janeiro de 2025 e a consolidar‑se agora nos 3,079% reportados para fevereiro de 2026.
Por ramos de utilização, a taxa média em contratos de construção de habitação ficou em 3,026% em fevereiro, recuando 2,3 pontos base face a janeiro.
Nos créditos destinados à compra de habitação a taxa situou‑se em 3,077%, com uma descida de 3,1 pontos base, enquanto os contratos para reabilitação registaram 3,234%, o que corresponde a uma diminuição de 6,9 pontos base desde o início do ano.
Observando apenas os contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa média global subiu ligeiramente de 2,847% em janeiro para 2,871% em fevereiro de 2026. O INE indica que, nesse conjunto, a prestação média se fixou em 397 euros — dois euros abaixo do mês anterior e três euros abaixo de fevereiro de 2025 — sendo que a componente relativa a juros representou 48,9% da prestação média.
Em paralelo, o valor médio da prestação dos contratos celebrados nos últimos três meses aumentou 19 euros, para 695 euros, correspondendo a uma subida homóloga de 11,7%. O capital médio em dívida para o universo dos créditos à habitação cresceu 500 euros, alcançando 76.494 euros, conclui o INE.