Tempestades: Fundação Jerónimo Martins investe 20 milhões na recuperação de Leiria, Marinha Grande e Ourém

Estão sinalizadas mais de 100 instituições e equipamentos — com prioridade inicial para creches e lares — e mais de 140 habitações de famílias a necessitarem de obras.
Rasto de destruição em Leiria devido ao mau tempo
Rasto de destruição em Leiria devido ao mau tempo Foto: Reinaldo Rodrigues
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A Fundação Jerónimo Martins anunciou esta terça-feira, 2 de junho, um investimento de 20 milhões de euros para a recuperação de instituições e habitações nos concelhos de Leiria, Marinha Grande e Ourém, gravemente afetados pela depressão Kristin a 28 de janeiro deste ano.

O diretor executivo da fundação, Miguel Herdade, confirmou o montante, que será "totalmente disponibilizado neste projeto filantrópico de grande escala e, provavelmente, sem precedentes na memória coletiva”, e que as primeiras obras arrancam na próxima segunda‑feira, 8 de junho, uma em cada um dos três concelhos.

Segundo a Fundação Jerónimo Martins, o programa resulta de um levantamento social profundo realizado em abril e maio, em conjunto com os municípios e a Estrutura de Missão, que visitou 35 freguesias e mais de 140 instituições privadas, além de consultas a entidades como a Cáritas e a Fundação Gulbenkian.

Estão sinalizadas mais de 100 instituições e equipamentos — com prioridade inicial para creches e lares — e mais de 140 habitações de famílias a necessitarem de obras, num universo que a Fundação estima abranger mais de 12 mil pessoas.

Miguel Herdade salientou que a fundação já tinha atuado logo após a tempestade, com apoio imediato, fazendo chegar "mais de três milhões de euros a cerca de 250 colaboradores do grupo” e disponibilizou um milhão de euros à Estrutura de Missão para a recuperação da região.

O responsável sublinhou ainda a complexidade do projeto — “equipamentos que vão ter obras curtas e outros de grande complexidade, que poderão estender‑se por mais de um ano” — e a intenção de combinar celeridade com segurança e qualidade técnica.

As autarquias da região e a Estrutura de Missão valorizaram a iniciativa. O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, considerou o programa o primeiro PTRR “filantropo e privado do país” e elogiou a capacidade de resposta rápida, enquanto que Paulo Vicente, autarca na Marinha Grande, destacou a “dimensão humana” dos técnicos da Fundação Jerónimo Martins. Quanto a Luís Albuquerque, presidente da Câmara de Ourém, evocou a solidariedade como único lado positivo da tragédia.

Para a presidente da Fundação Jerónimo Martins, Marta Lopes Maia, trata‑se de uma “parceria inédita” entre sociedade civil, iniciativa privada e poder público que “vai mudar a vida e transformar a vida de muitas das pessoas” afetadas.

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