

O Presidente norte-americano, Donald Trump, assegurou na noite desta terça-feira que as novas tarifas implementadas após o recente revés do Supremo Tribunal não precisarão de intervenção do Congresso para se tornarem permanentes.
O Presidente classificou a decisão do Supremo Tribunal como "lamentável" e "totalmente errada", mas evitou repetir os duros ataques pessoais a juízes que lançou na semana passada, e na noite de terça-feira compareceram presencialmente à sessão no Capitólio.
No seu primeiro discurso sobre o Estado da União perante o Capitólio, Trump afirmou que a continuidade das tarifas globais que impôs recentemente significa que "não será necessária nenhuma ação do Congresso".
Na passada sexta-feira, o Supremo decidiu que Trump excedeu a autoridade ao impor tarifas abrangentes a vários países usando uma lei reservada para emergências nacionais, e derrubou parte da anterior política tarifária.
Trata-se de um raro revés para o Governo no Supremo, onde os conservadores possuem uma maioria confortável.
Mas o magnata republicano garantiu, perante os juízes que assistiam ao discurso no Capitólio, que usará outras leis para aplicar as tarifas, "levando a uma solução ainda mais forte do que antes".
O discurso do Presidente está a ser acompanhado com particular interesse este ano, uma vez que o país realiza eleições intercalares em novembro, nas quais os republicanos lutam para manter a sua curta maioria no Senado e na Câmara dos Representantes.
"Acredito que as tarifas alfandegárias, pagas por países estrangeiros, irão, como no passado, substituir substancialmente o sistema moderno de imposto de renda — aliviando muito o fardo financeiro das pessoas que amo", afirmou.
Contudo, apesar de Trump afirmar que os países estrangeiros pagam tarifas americanas, são na realidade os importadores americanos que pagam esses impostos.