Títulos de dívida de residentes sobem 8% até junho e alcançam 342,8 mil milhões

Face a maio, o stock cresceu em 9,6 mil milhões de euros, com contributos de todos os setores, de acordo com o Banco de Portugal (BdP).
A atual sede do Banco de Portugal.
A atual sede do Banco de Portugal.
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O Banco de Portugal (BdP) revela que os títulos de dívida emitidos por entidades residentes em Portugal cresceram 8% em termos homólogos até junho de 2026, totalizando 342,8 mil milhões de euros. O montante compara com 317,3 mil milhões de euros um ano antes.

Face a maio, o stock cresceu em 9,6 mil milhões de euros, com contributos de todos os setores.

As administrações públicas registaram emissões líquidas de 5,1 mil milhões, o setor financeiro 2,3 mil milhões e as empresas não financeiras 1,9 mil milhões de euros.

No final de junho, os títulos de dívida das administrações públicas representavam 202 mil milhões de euros.

As emissões líquidas acumuladas de amortizações atingiram 19,3 mil milhões de euros — o nível mais elevado dos últimos quatro anos e mais 4,6 mil milhões do que no mesmo período de 2025.

Quanto ao mercado acionista, o stock de ações cotadas emitidas por residentes situou‑se em 79,9 mil milhões de euros em junho, valor superior em 603 milhões de euros ao final de maio.

“A evolução foi diferente entre setores: as ações cotadas das empresas não financeiras tiveram uma desvalorização de 0,3 mil milhões de euros, enquanto o setor financeiro registou uma valorização de 0,9 mil milhões de euros”, realça o BdP.

Para os 12 meses seguintes estavam previstas amortizações de títulos de dívida no total de cerca de 57,4 mil milhões de euros, o que equivale a 16,3% do stock de títulos vivos (valor nominal) nessa data.

Entre as amortizações destacam‑se 6,8 mil milhões de euros em dívida de empresas não financeiras já este mês e, nas administrações públicas, 12,5 mil milhões de euros também este mês e 7,9 mil milhões de euros em abril de 2027.

A leitura do BdP, realizada esta quinta-feira, aponta para uma dinâmica de maior emissão e reembolso que poderá condicionar a liquidez e os custos de financiamento nos próximos trimestres.

A atual sede do Banco de Portugal.
Títulos de dívida emitidos sobem para 333,4 mil milhões em maio
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