

Os ministros da Energia da União Europeia reúnem‑se esta terça-feira, 31 de março, por videoconferência, para avaliar a segurança do aprovisionamento energético face à escalada do conflito no Médio Oriente.
O encontro extraordinário, não previsto pela presidência cipriota, foi anunciado na passada sexta‑feira e tem início às 14 horas de Portugal continental.
A convocatória surge cerca de um mês depois do ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, em 28 de fevereiro, e do subsequente encerramento do Estreito de Ormuz por Teerão — uma via que transporta cerca de 20% do petróleo mundial.
Desde então o tráfego de petroleiros caiu drasticamente, a oferta registou sinais de tensão e o preço do crude voltou a subir para níveis acima de 100 dólares por barril.
Embora a Comissão Europeia tenha assegurado que “o abastecimento energético está de momento garantido”, a volatilidade nos mercados de gás, petróleo e eletricidade mantém pressões sobre consumidores e empresas.
Perante este cenário, Bruxelas prepara um pacote de medidas que deverá ser anunciado ainda esta semana, com o objetivo de aliviar os preços da eletricidade e reforçar a segurança energética.
Entre as ações estudadas está a flexibilização dos auxílios estatais para apoio imediato aos setores mais afetados e iniciativas para reduzir o peso dos combustíveis, incluindo cortes temporários de impostos, sem comprometer o financiamento da transição para energias limpas.
A Comissão trabalha ainda em propostas legislativas para modernizar redes elétricas, tornar o sistema de comércio de emissões mais flexível e aumentar o investimento em tecnologias de descarbonização.
A UE teme uma repetição da crise energética de 2022, dado o forte grau de dependência de importações de combustíveis fósseis do espaço comunitário e a exposição a choques em mercados globais ligados ao Médio Oriente.
Este encontro pretende coordenar respostas imediatas entre Estados‑membros e preparar medidas de médio prazo para mitigar o impacto económico da atual instabilidade.