O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou quarta-feira que a Venezuela "apenas" comprará produtos americanos com os rendimentos do petróleo, no âmbito do seu novo acordo sobre o crude, após a captura do seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro.O inquilino da Casa Branca fez esta declaração numa mensagem publicada no seu perfil na rede social Truth Social, onde adiantou que as compras incluirão produtos agrícolas, medicamentos, dispositivos médicos e equipamentos "para melhorar" a rede elétrica e as instalações energéticas do país latino-americano."Por outras palavras, a Venezuela compromete-se a fazer negócios com os Estados Unidos como seu principal parceiro. Uma decisão acertada e muito benéfica para o povo americano e para os Estados Unidos", acrescentou o também magnata nova-iorquino.O anúncio de Trump surge depois de o secretário de Estado, Marco Rubio, ter explicado que o plano da Administração Trump para a Venezuela passa por três fases, sendo a última delas a "transição" política e, por conseguinte, priorizando os seus negócios no setor petrolífero.A Petróleos de Venezuela (PDVSA), a petrolífera estatal, já tinha confirmado o início de negociações com as autoridades norte-americanas para a venda de volumes de crude aos norte-americanos, "no âmbito das relações comerciais que existem entre ambos os países".Os Estados Unidos lançaram no último sábado um ataque contra a Venezuela para prender o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.Delcy Rodriguez, vice-presidente executiva de Maduro, assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.Na segunda-feira, Maduro e a mulher prestaram breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março..Venezuela. Trump deixa dúvidas sobre a mudança de regime, expõe planos para a exploração de petróleo e avisa outros países da região