EDP inaugura primeiro parque eólico na Grécia com 45 MW

EDP quer investir mais de 500 ME em renováveis na Grécia até 2025.
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A EDP Renováveis (EDPR) inaugurou esta quinta-feira o seu primeiro parque eólico na Grécia, com uma capacidade de 45 megawatts (MW) e que vai gerar aproximadamente 100 gigawatts-hora (GWh) de energia por ano.

"Hoje assinala-se um momento histórico para a EDP Renováveis e para todos os envolvidos neste projeto eólico", afirmou o presidente da EDP e da EDP Renováveis, Miguel Stilwell d'Andrade, durante a cerimónia de inauguração do primeiro parque eólico da elétrica portuguesa na Grécia, que contou com a presença de vários representantes da empresa e das autoridades e comunidades locais.

O parque Livadi, na região central da Grécia, tem uma capacidade total de 45 MW, 14 turbinas eólicas que se erguem nas montanhas -- abençoadas por padres ortodoxos durante a inauguração -- e vai gerar cerca de 100 GWh por ano, evitando a emissão de aproximadamente 48.000 toneladas de dióxido de carbono (CO2) anualmente.

Para Miguel Stilwell d'Andrade, este projeto representa "mais um passo a caminho da descarbonização" e a presença na Grécia é um "projeto a longo prazo".

Em declarações aos jornalistas, o responsável apontou que a Grécia tem recuperado bem da crise de 2013, tem conseguido reduzir o seu risco de investimento e tem um "enquadramento regulatório bom".

A entrada da EDP na Grécia com a construção do parque Livadi foi anunciada em julho de 2018, ainda António Mexia liderava a energética.

De acordo com a comunicação à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), na ocasião do anúncio, a energética assegurou um contrato de tarifa garantida ('Contract for Diference') de 20 anos, na sequência do leilão de energia grego, para a venda de geração eólica produzida pelo parque Livadi com 45 MW de capacidade.

O projeto, localizado na região central da Grécia de Malesina, a cerca de duas horas de carro da capital, Atenas, tinha início de operações esperado para 2020.

No comunicado ao mercado, a empresa referia que com este contrato "incrementa a sua presença europeia através da entrada num novo mercado com um desenvolvimento sustentável do seu recurso de energia renovável".

O leilão teve uma capacidade total de 176 MW, dos quais a EDPR obteve cerca de 25%.

A EDP pretende investir mais de 500 milhões de euros em diferentes projetos de energia renovável na Grécia até 2025, para atingir 500 megawatts (MW) de capacidade, avançou o presidente, Miguel Stilwell d'Andrade.

"O nosso plano estratégico para o mercado grego vai até 2025, com uma multitude de diferentes projetos, alcançando 500 megawatts e mais de 500 milhões de euros de investimento", disse o líder da empresa portuguesa que hoje inaugurou o seu primeiro parque eólico em território grego, na zona de Livadi, perto da cidade de Malesina.

Relativamente ao parque Livadi, com 45 MW de capacidade, a empresa não quis avançar o valor do investimento.

Em declarações aos jornalistas, à margem da cerimónia de inauguração, o CEO da EDP e da EDP Renováveis (EDPR) explicou que dos 500 MW previstos no plano de negócios para o território helénico, 150 MW de energia eólica já estão construídos, em fase de construção ou em fase avançada de licenciamento, num total de cinco projetos já em fase mais avançada.

Quanto aos restantes 350 MW, cerca de uma centena deverá corresponder a energia solar.

No entanto, de acordo com o líder da energética, o investimento de 500 milhões de euros não contempla projetos de energia eólica no mar ('offshore'), uma vez que é ainda algo "muito embrionário" na Grécia, mas a EDPR tem uma parceria com a empresa grega Terna, para analisar a possibilidade de investir em 'offshore' flutuante.

"Estamos a falar com o Governo grego, para tentar perceber se vai haver regulação e vontade de desenvolver [eólica 'offshore']. Havendo, logo tomaremos uma decisão", esclareceu Stilwell d'Andrade.

Stilwell d'Andrade prevê que ao longo dos próximos 18 meses a empresa consiga alcançar mais 150 MW e os restantes 200 MW até 2025, acrescentando, porém, que o objetivo é continuar a crescer na Grécia após aquela data.

O responsável adiantou também que estão a analisar a possibilidade de investir em alguns países dos Balcãs, mas não há ainda projetos concretos.

"Por agora, a nossa prioridade tem sido alargar o número de países. Já passámos de 12 em 2018 para 25 países hoje, mas queremos agora aprofundar nos países onde estamos e ter mais megawatts nesses países", afirmou o CEO.

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