Em pleno processo de reprivatização, a Efacec vai para o mercado com prejuízos de mas 100 milhões de euros, sendo que os prejuízos operacionais rondam os 80 milhões.
Os valores, relativos a 2022 e a que o Eco teve acesso, revelam a crise em que a empresa se encontra.
Até dia 15 do próximo mês os interessados em participar na reprivatização da Efacec têm de enviar as suas propostas, mas os números agora conhecidos podem não ser muito apetecíveis: só a exposição do Estado é de 165 milhões de euros (115 milhões em garantias de Estado e 50 milhões em injeção de capital).
Em 2021, a empresa teve prejuízos de mais de 180 milhões de euros e nos primeiros seis meses de 2022, de 55 milhões de euros. E ainda 54 milhões de capitais próprios negativos, o que quer dizer falência técnica. No segundo semestre o cenário piorou.
A DST foi uma das interessadas em adquirir a Efacec, mas o negócio não foi avante. Posto isto, o Governo reabriu o processo de reprivatização e houve novo caderno de encargos, aprovado em Conselho de Ministros, onde o executivo encarregava a Parpública de levar a cabo "medidas de reestruturação" e manter a empresa a funcionar, para "manter o valor operacional do grupo e que permitam viabilizar condições" para a sua venda. No próximo mês os candidatos apresentarão as suas propostas.
O ECO questionou a Efacec sobre os resultados de 2022, mas a empresa não respondeu.