Efacec ganhou contrato de 17,9 milhões para o Metro do Mondego

Empresa aguarda decisão final sobre a reprivatização dos 71,73% do seu capital nacionalizado em 2020. É esperado que o Conselho de Ministros desta semana aprove a venda a uma dos quatro candidatos que restam
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A Efacec ganhou um contrato de 17,9 milhões de euros para a conceção, construção e manutenção dos sistemas de telemática do Sistema de Mobilidade do Mondego, um Metrobus que irá circular nos concelhos de Coimbra, Mirando do Corvo e Lousã e assegurar 13 milhões de viagens ao ano.

Em comunicado, a empresa dá conta que o projeto "irá contribuir para a descarbonização e para a sustentabilidade da mobilidade local da região centro". Totalmente elétrico e em canal próprio, o Metrobus vai circular em meio urbano e suburbano, numa extensão de 42 quilómetros, distribuídos por duas linhas com 41 estações.

O contrato, de sete anos, prevê "a conceção e construção, durante 22 meses, de todos os sistemas de telemática, que incluem, entre outros, os sistemas de SAE (Sistema de Apoio à Exploração), rede de dados de suporte à exploração, informação ao passageiro, sincronismo horário, videovigilância, semaforização, sinalização rodoviária e os sistemas de telemática embarcados para 40 veículos", explica. Cinco desses sete anos serão dedicados à manutenção subsequente do Sistema de Mobilidade do Mondego.

O fornecimento de soluções tecnológicas para projetos metro-ferroviários é uma das principais áreas de atividade da Efacec, refere ainda o comunicado, especificando que, atualmente, participa na construção da Fase 4 do Metro de Bergen (Noruega), da Linha Sydavnen do Metro de Copenhaga (Dinamarca), na renovação do Centro de Comando do Metro de Dublin (Irlanda) bem como na extensão da Linha Amarela e nova Linha Circular do Metro do Porto (Portugal).

"É um orgulho para a Efacec poder contribuir, mais uma vez, para o desenvolvimento da mobilidade sustentável em Portugal e poder melhorar significativamente e através dos nossos projetos, a qualidade de vida de milhões de portugueses. Colocamos o nosso conhecimento e experiência no desenvolvimento tecnológico em áreas estruturantes para a sociedade ao serviço das pessoas, como é o caso da Mobilidade, mas também da Energia e do Ambiente, e isto faz de nós uma empresa verdadeiramente única a nível nacional e internacional", refere o CEO da empresa, Ângelo Ramalho.

Recorde-se que o Estado português avançou com a nacionalização de 71,73% do capital da Efacec em julho de 2020 (correspondente à participação indireta da empresária angolana Isabel dos Santos na empresa) invocando a necessidade de resolver o impasse acionista que ameaçava a sobrevivência da companhia. Pedro Siza Vieira, então ministro da Economia, deixou claro que o objetivo era a imediata reprivatização da empresa.

Falhada a venda da Efacec à DST, em outubro de 2022, o Governo aprovou um novo caderno de encargos para a reprivatização, processo que tem estado a decorrer sob a alçada da Parpública. É esperado que a escolha do vencedor seja aprovada esta semana em Conselho de Ministros, sabendo-se que são quatro os candidatos nesta reta final: os fundos Mutares (alemâo), Oaktree (americano) e Oxy Capital (português) e o consórcio formado pela Visabeira e pela Sodecia.

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