A Itália estará a preparar um plano para resgatar parte do seu sistema financeiro, depois do descalabro bolsista registado após a decisão dos britânicos de votarem a favor da saída do Reino Unido da União Europeia.
As ações da banca italiana estiveram entre as que mais caíram em toda a Europa, com tombos superiores a 20%. A indústria financeira transalpina é considerada como uma das mais débeis da Europa, uma vez que tem 360 mil milhões de euros em ativos tóxicos, um terço do total de toda a Europa.
De acordo com fontes financeiras citadas pela Bloomberg, o Governo de Matteo Renzi estará a planear injetar perto de 40 mil milhões de euros nas instituições financeiras mais débeis.
O jornal diário Il Fatto Quotidiano assegura que os planos de Roma implicariam a tomada de participações acionistas em algumas instituições financeiras, e que se financiará com emissão de dívida. Segundo este jornal, Renzi estará já em contacto com a Comissão Europeia para que receba luz verde a estes apoios à banca.
Já o Corriere della Sera e o La Repubblica asseguram que a Itália espera que Bruxelas permita ao país saltar algumas normas que proíbam as ajudas de Estado em caso de "situações excecionais", como uma queda histórica das cotações.
Renzi deverá reunir-se hoje com o presidente francês, François Hollande, e com a chanceler alemã, Angela Merkel, para discutir o impacto do Brexit. O responsável italiano deverá aproveitar o encontro para angariar apoios para o seu plano de resgate bancário.