Já são conhecidos os resultados preliminares das decisivas eleições na Grécia. Segundo as sondagens à boca das urnas, que fecharam às 17h de Lisboa, há um empate técnico entre os dois principais partidos: o conservador Nova Democracia (ND) e o radical de esquerda Syriza.
A repetição das eleições legislativas de hoje confirmam os resultados das eleições de maio que afundaram o país e a Europa na instabilidade. O ND terá 27% a 30% dos votos; o Syryza com 26,5% a 29,5%; e o Pasok com entre 10% e 12%. Os nazis da Aurora Dourada continuam no Parlamento grego.
Entre as várias projeções já apresentadas, todas apontam para um empate técnico entre os dois principais partidos.
Segundo os números da Mega TV: ND 27,5% a 30,5%; Syriza 27% a 30%; Pasok 10% a 12%; Gregos Independentes 6 a 7,5%; Aurora Dourada 6% a 7,5%; Esquerda Democrática entre 5,5% e 6,5%; e Comunistas com 5% a 6%.
Já a sondagem da Star Channel é de ND 27% a 30%; Syriza 26% a 29%; Pasok 10% a 12%; Gregos Independentes
6% a 8%; Aurora Dourada 6% a 8%; Esquerda Democrática 6% a 7%; KKE 5% a
6%.
Por seu turno, a Skay TV dá vantagem ao partido da esquerda: Syriza 28%; ND 27,5%; Pasok com 13%; Esquerda Democrática 7,5%; Gregos Independentes com 7,5%; Aurora Dourada com 5,5%; e o KKE com também 5,5%.
Isto significa que não há maioria absoluta de um só partido nas eleições na Grécia, e que nem a
Nova Democracia nem a Coligação da Esquerda Radical, o Syriza, conseguem ter uma
votação confortável.
As sondagens à boca das urnas na Grécia dão uma ligeira vantagem de 0,5% aos conservadores da Nova Democracia (ND) face à Coligação de esquerda Syriza, mas nenhum partido conseguirá garantir maioria absoluta.
A chave das eleições na Grécia é saber se os resultados dos partidos pró-resgate permitem uma maioria para formar governo. O aumento dos votos para a ND e o Syriza reflete o facto de a sociedade grega ter extremado a sua escolha entre estas duas opções deixando o Pasok com uma percentagem inferior à registada nas eleições de 6 de maio. Na prática, o Pasok poderá ser determinante para que a Grécia tenha um governo, uma vez que este partido poderá aliar-se ao ND.
A pequena diferença entre as duas principais forças decidirá quem fica com os 50 deputados que serão decisivos para uma eventual formação de governo no país. "Nunca até hoje o cliché de que cada voto conta tinha feito tanto sentido", afirmou o correspondente da BBC, Chris Morris, no Twitter.
De acordo com a lei eleitoral, o partido mais votado recebe um 'bónus' de 50 deputados num parlamento com 300 lugares, e que poderão ser decisivos para a formação de um governo de coligação com apoio parlamentar.
A percentagem mínima necessária para a formação de um governo de coligação, ou seja com 151 assentos parlamentares, é de 37,8%.
Os resultados confirmam a reeleição para o hemiciclo da formação de extrema-direita, que no inconclusivo escrutínio de 6 de maio obteve 6,9% dos votos.
As últimas informações indicam que a Aurora Dourada - que na campanha eleitoral explorou o sentimento de medo de parte do eleitorado com reflexos xenófobos -, poderá afirmar-se como o quarto partido mais votado, entre as sete formações que parecem de novo em condições de ultrapassar a barreira dos3% de votos e garantir representação parlamentar.
Numa primeira reação, o líder da Aurora Dourada, Nikos Michaloliakos, afirmou que irá opor-se ao programa de austeridade "dentro e fora do parlamento".
em atualização