Nos últimos dez anos, o parque habitacional do país registou aumentos de 1,7% no número de alojamentos e de 0,8% em edifícios, totalizando 5,9 milhões de fogos e 3,5 milhões de prédios, avançou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). No período entre 2011 e 2021, foram construídos pouco mais de 110 mil edifícios, o que correspondeu a 3,1% do parque habitacional.
Mais de 63% dos alojamentos em Portugal encontram-se sublotados, ou seja, a sua dimensão permitiria mais residentes, e 23,7% têm lotação normal, revela a publicação "O que nos dizem os Censos sobre a habitação", preparada com base nos principais resultados do XVI Recenseamento Geral da População e VI Recenseamento Geral da Habitação (Censos 2021), disponibilizada hoje pelo INE.
A análise permitiu concluir que 69,4% das casas estão ocupadas como residência habitual, sendo que dentro deste universo os alojamentos têm maioritariamente quatro ou cinco divisões. De acordo com o estudo, 51,9% dos fogos familiares clássicos apresentam uma área útil entre 60 metros quadrados (m2) e 119 m2, registando-se uma área média útil de 112,4 m2.
Em 61,6% dos alojamentos ocupados pelo proprietário não existem encargos com a aquisição de habitação. No restante universo, o valor das despesas mensais derivadas da compra de casa era de 360,5 euros. Já nos fogos arrendados, o valor médio de renda atinge os 334 euros.
Segundo a publicação, a maioria dos edifícios habitacionais (64,2%) não necessita de reparações e apenas 4,6% carecem de intervenções profundas.
Já no que toca ao tipo de aquecimento utilizado com mais frequência nas casas portuguesas destacam-se os aparelhos móveis (aquecedores elétricos, a gás, etc.). A grande maioria (83,4%) das habitações portuguesas não dispõe de ar condicionado. No entanto, esta percentagem reduzia para 63,5% nos fogos construídos na última década.
Só 34% das habitações estão acessíveis a cadeira de rodas, mas sobe para 68,2% nas residências construídas nos últimos dez anos.