

Os acionistas da Altri reúnem-se em 04 de maio em assembleia geral para votar as contas de 2025 e a eleição de João Bento para ‘chaiman’, substituindo Alberto Castro, e de Vítor Bento para presidir à Comissão de Remunerações.
De acordo com a convocatória para a reunião magna da papeleira, divulgada no ‘site’ da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a proposta dos acionistas Actium Capital (Paulo Fernandes) e Caderno Azul (João Borges de Oliveira) para os novos órgãos sociais para o mandato 2026-2028 prevê a entrada de João Bento - que está de saída da liderança dos CTT - para presidente do Conselho de Administração e de Vítor Bento, presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), para liderar a Comissão de Remunerações, Avaliações e Nomeações.
Já a presidência da Mesa da Assembleia Geral fica a cargo de Rui Pereira Dias.
Os acionistas da Altri serão ainda chamados a deliberar sobre os resultados de 2025, em que o lucro do grupo registou uma quebra homóloga de 80,1%, para 21,4 milhões de euros, e as receitas caíram 17,8%, para 702,8 milhões de euros, penalizadas pelo impacto das tarifas e desvalorização do dólar.
Já o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) caiu 56,9%, de 218,3 milhões para 94,1 milhões de euros, correspondendo a uma margem EBITDA de 13,4%.
A ordem de trabalhos da assembleia geral de 04 de maio inclui também a votação da proposta de aplicação de resultados, que prevê a distribuição de um dividendo bruto de 0,25 euros por ação.
A votos irá ainda uma revisão integral dos estatutos da sociedade proposta pelo Conselho de Administração para os adequar “a um novo modelo de ‘governance’ a implementar no novo mandato”.
Entre as alterações previstas está uma que visa autorizar o Conselho de Administração a proceder a aumentos do capital social, por uma ou mais vezes, até ao limite de 35 milhões de euros, competência essa que poderá ser exercida até ao dia 03 de maio de 2031.
A eleição do revisor oficial de contas para o próximo triénio, a deliberação sobre a política de remuneração dos órgãos sociais e a autorização ao Conselho de Administração para a aquisição e alienação de ações e obrigações próprias até ao limite legal de 10% são as outras propostas que estarão em cima da mesa.