Acionistas do BCP reúnem‑se para reconduzir Miguel Maya como CEO até 2029

Além da composição dos órgãos sociais, vai ser deliberado o pagamento de um dividendo no montante de 509 milhões de euros.
O presidente do Conselho de Administração do Milennium BCP, Miguel Maya
O presidente do Conselho de Administração do Milennium BCP, Miguel MayaJOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
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Os acionistas do Banco Comercial Português (BCP) reúnem‑se na tarde desta quinta-feira, 7, em assembleia‑geral nas instalações do banco em Oeiras (TagusPark), para votar a proposta dos principais acionistas de recondução dos órgãos sociais para o mandato 2026‑2029.

Um dos pontos centrais da reunião é a ratificação de Miguel Maya como presidente executivo (CEO) até 2029, após a aprovação pelos acionistas da nova lista para o Conselho de Administração.

Segundo o ponto nove da ordem de trabalhos divulgado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo chinês Fosun e a petrolífera angolana Sonangol — com participações de 20,03% e 19,49%, respetivamente — propuseram a recondução de Nuno Amado como presidente do Conselho de Administração (chairman, não executivo) e a nomeação de Miguel Maya como vice‑presidente e presidente executivo.

A proposta inclui também a nomeação de Jorge Magalhães Correia e Valter Rui Dias de Barros como vice‑presidentes do Conselho.

A lista apresentada integra ainda o seguinte conjunto de vogais para o Conselho de Administração: António Pinto Júnior, Carla Bambulo, Fernando da Costa Lima, Isabel Maria Capeloa Gil, João Nuno Palma, José Pedro Malaquias, Luís Miguel Santos, Maria João Almeida, Maria Madalena Tomé, Maria José Campos, Miguel Bragança, Patrícia Couto Viana e Vicent Li.

Está igualmente proposta a eleição da comissão de auditoria, com Patrícia Couto Viana apontada como presidente da comissão, substituindo a atual responsável, Cidália Maria Mota Lopes.

Além da composição dos órgãos sociais, a assembleia vai deliberar o pagamento de um dividendo no montante de 509 milhões de euros. Segundo a proposta, este pagamento insere‑se na política do banco, que prevê atualmente “um objetivo de distribuição de dividendos ordinários de 50%” dos lucros anuais, e contempla ainda um aumento do valor a distribuir aos acionistas no futuro.

O BCP tem justificado as propostas com a estratégia de continuidade e estabilidade da gestão num contexto em que mantém uma base acionista dominada por Fosun e Sonangol.

A proposta de novo Conselho e a distribuição de dividendos são apresentadas numa altura em que o banco publicou, na quarta‑feira, resultados sólidos. Obteve um lucro de 305,8 milhões de euros no primeiro trimestre, o que representa um aumento de 25,6% face aos primeiros três meses de 2025.

O presidente do Conselho de Administração do Milennium BCP, Miguel Maya
BCP propõe distribuir dividendos de 509 milhões de euros aos acionistas
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