

Apenas 5% das empresas portuguesas recorrem atualmente a instrumentos de financiamento sustentável, mas o interesse está a crescer, com 16% a admitirem o seu uso, segundo um estudo do ISQ e da UHY.
Num comunicado, o ISQ indicou que só “5% das empresas portuguesas recorrem atualmente a instrumentos de financiamento sustentável, como 'ESG loans', 'Green Bonds' ou 'Sustainability Linked Loans'”.
O estudo foi baseado em mais de 1.000 respostas de empresas de todas as regiões e setores e mostra “um conhecimento desigual sobre o tema”, visto que 55% das grandes empresas afirmam estar familiarizadas com o financiamento sustentável, face a apenas 27% das microempresas.
“Apesar da baixa taxa de utilização, o interesse está a crescer — 16% das empresas planeiam adotar estes instrumentos nos próximos três anos e 21% manifestam curiosidade em saber mais”, indicou.
De acordo com o documento, entre as áreas prioritárias de investimento estão “a mitigação das alterações climáticas, a economia circular e o impacto social positivo”.
O estudo concluiu que “mais de 60% das empresas inquiridas consideram o financiamento sustentável mais vantajoso do que o tradicional” e apontaram benefícios como “melhoria da reputação, redução de custos e estímulo à inovação”.
Para os autores do estudo, “o financiamento sustentável é mais do que uma tendência: é uma oportunidade estratégica para reforçar a competitividade e responder às exigências dos mercados internacionais”.
No entanto, enfrenta ainda desafios que passam por democratizar o acesso, nomeadamente junto das PME, bem como combater o desconhecimento sobre as finanças sustentáveis, indicaram.