

O Banco Montepio elege esta quarta-feira, 29, em assembleia-geral, os novos órgãos sociais até 2029, devendo ser escolhido o nome que sucederá a Pedro Leitão como presidente executivo.
Entre a ordem de trabalhos disponível na convocatória está a "eleição dos titulares dos cargos e órgãos sociais da Caixa Económica Montepio Geral".
Contudo, contactada pela Lusa, fonte oficial da Associação Mutualista Montepio Geral não divulga a lista que será levada à reunião magna, incluindo a proposta do novo presidente executivo para suceder a Pedro Leitão.
Em janeiro, a mutualista já tinha confirmado à Lusa que o mandato de Pedro Leitão como presidente do Banco Montepio não seria renovado mas sem indicar quem o substituiria.
A imprensa tem avançado que o novo líder do banco se trata de José Azevedo Pereira (antigo diretor do fisco e ex-presidente do EuroBic), mas até ao momento não foi possível obter confirmação oficial.
A reunião magna de hoje também deliberará sobre a distribuição de dividendos relativa a 2025, sendo proposto o pagamento de 36 milhões de euros à mutualista.
Segundo informações recolhidas pela Lusa, este valor fica abaixo do que a mutualista esperaria.
Em novembro passado, em entrevista à Lusa, o presidente da mutualista tinha dito que esperava que o Banco Montepio pagasse mais dividendos à mutualista (sua dona) nos próximos anos.
"Tem ainda um potencial de remuneração maior. Desde 2012 que não havia dividendos. Há dois anos tivemos os primeiros dividendos, o ano passado também. Na medida em que o banco também tem um melhor desempenho, é natural que os dividendos vão subindo. Face ao capital investido, temos expectativas de um maior volume de dividendos no futuro próximo e de forma crescente", afirmou então Virgílio Lima.
Na semana passada, a Lusa questionou o banco sobre qual a razão para a proposta de distribuição de 36 milhões de euros e se não é insuficiente face às expectativas da mutualista.
Em resposta, fonte oficial disse que os dividendos propostos são mais 20% do que em 2024 e os segundos maiores na história do banco.
Afirmou ainda que a proposta de dividendos "reflete um equilíbrio entre a remuneração dos acionistas e a manutenção de níveis de capital adequados, particularmente relevantes num contexto marcado pela incerteza, bem como pela necessidade de financiamento orgânico do crescimento do banco", incluindo concessão de mais crédito.
Em 2025, o Banco Montepio lucrou 103,8 milhões de euros, menos 5,6% do que em 2024.
A Associação Mutualista Montepio Geral - com mais de 600 mil associados - é o topo do grupo Montepio e tem várias empresas, incluindo seguradoras e o Banco Montepio.