

O índice PMI Flash da S&P Global revelou esta sexta-feira que a atividade no setor privado da zona euro voltou a crescer em julho, com o indicador a subir para 51,9 pontos — o valor mais alto em cinco meses — face aos 50,0 revistos em junho.
Recorde-se que valores acima de 50 indicam expansão e abaixo desse limite sinalizam contração.
Segundo um comunicado da S&P Global, a recuperação da atividade deveu‑se sobretudo a uma retoma da procura, que levou as empresas a aumentar os seus efetivos.
A inflação de custos moderou‑se em relação a junho, embora a consultora ressalve que as pressões inflacionistas continuam “pronunciadas”.
A evolução favorável beneficiou da melhoria na Alemanha — a maior economia da zona euro — onde a atividade aumentou pela primeira vez em quatro meses. Em França, a atividade continuou a reduzir‑se, mas apenas de forma marginal.
No conjunto, "o resto da zona euro como um todo registou a maior expansão em oito meses", refere a S&P Global. Ainda assim, o nível de confiança das empresas mantém‑se abaixo do observado antes do início da guerra no Médio Oriente, há cinco meses, o que limita a visibilidade sobre a continuidade da recuperação.
Olhando para o atual contexto geopolítico, considerado "particularmente volátil", o economista da S&P, Global Chris Williamson, adota um tom prudente quanto ao futuro, ao afirmar que "a durabilidade desta recuperação permanece incerta".