Banca da zona euro sobe taxas de juro do crédito às empresas no 3.º trimestre

A disponibilidade de empréstimos bancários também diminuiu em maior medida do que as suas necessidades de financiamento durante o terceiro trimestre de 2026, segundo o BCE.
Sede do BCE, em Frankfurt.
Sede do BCE, em Frankfurt.Dirk Claus/ECB
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Os bancos da zona euro subiram no terceiro trimestre as taxas de juro dos empréstimos às empresas, especialmente às grandes empresas, segundo uma pesquisa do Banco Central Europeu (BCE) publicada esta segunda-feira.

As empresas da zona euro informaram, de forma generalizada, de um novo aumento nas taxas de juro dos empréstimos bancários, disse o BCE.

Quase 50%, especificamente 46%, das empresas consultadas pelo BCE informaram sobre um aumento nas taxas de juro dos empréstimos bancários no terceiro trimestre, em comparação com 42% no trimestre anterior.

As grandes empresas comunicaram aumentos com maior frequência (55%, em comparação com 41% anterior).

Mas 38% das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) disseram que os bancos aumentaram os juros dos empréstimos, em comparação com 43% anteriormente.

Ao mesmo tempo, 27% das empresas disseram que aumentaram outros custos de financiamento, como encargos, taxas e comissões, bem como os requisitos de garantias.

O BCE realizou a quadragésima pesquisa sobre o acesso ao financiamento das empresas na zona euro entre 26 de agosto e 02 de outubro a mais de 12.800 empresas, das quais 93% contavam com menos de 250 empregados.

As empresas também disseram que a disponibilidade de empréstimos bancários tinha diminuído em maior medida do que as suas necessidades de financiamento durante o terceiro trimestre de 2026.

Tanto as PME como as grandes empresas apontaram uma menor disponibilidade de empréstimos bancários.

Paralelamente, 2% das empresas disseram que as suas necessidades de empréstimos bancários diminuíram, enquanto no trimestre anterior 2% tinha indicado um aumento.

Esta queda da necessidade de créditos bancários ocorreu nas grandes empresas.

Um maior número de empresas prevê que a disponibilidade de financiamento externo diminuirá nos próximos três meses.

As empresas consideram que as perspetivas económicas gerais são o principal fator que limita a disponibilidade de financiamento externo e as grandes empresas são mais pessimistas do que as PME.

Nesta pesquisa, 9% das empresas indicaram que as suas perspetivas de vendas e lucros repercutiram negativamente na disponibilidade de financiamento externo (em comparação com 10% da pesquisa anterior).

No entanto, o impacto da sua situação de capital e da sua solvência de crédito foi positivo.

O BCE perguntou nesta pesquisa a cerca de metade das empresas sobre as mudanças registadas entre julho e setembro de 2026 e à outra metade consultou sobre as mudanças ocorridas entre abril e setembro de 2026.

A maioria das empresas participantes respondeu a esta pesquisa pela primeira vez e, por isso, o BCE diz que a mudança na composição da amostra dificulta a interpretação das respostas às perguntas de caráter numérico.

As empresas que participaram tanto nesta pesquisa como na anterior preveem um aumento moderado dos preços de venda.

Mas na amostra completa, essas expectativas de aumentos nos preços de venda aumentaram muito.

Sede do BCE, em Frankfurt.
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