

Os bancos da zona euro restringiram mais os critérios de concessão de empréstimos às empresas e famílias no primeiro trimestre, na sequência da guerra no Médio Oriente e do aumento dos preços da energia, foi anunciado esta terça-feira, 28.
O Banco Central Europeu (BCE) informou hoje que os bancos da zona euro indicaram numa pergunta específica que os acontecimentos geopolíticos e a evolução dos preços da energia foram fatores que exerceram uma pressão maior para endurecer os critérios de concessão de créditos.
O BCE conduziu a pesquisa, que realiza quatro vezes por ano para compreender melhor os empréstimos dos bancos, entre 19 de março e 07 de abril de 2026 a 161 bancos da zona euro.
Segundo os resultados da pesquisa, 10% dos bancos que o BCE entrevistou disse ter endurecido os padrões de crédito às empresas no primeiro trimestre (contra 7% no quarto trimestre do ano passado).
Alguns bancos disseram que restringiram os critérios de concessão de créditos às empresas que utilizam muita energia e mais expostas ao Médio Oriente.
Os padrões de crédito são as diretrizes internas dos bancos ou os critérios para conceder empréstimos.
O endurecimento dos critérios de concessão de créditos para as empresas foi maior do que o esperado, situou-se acima da média histórica e foi o mais pronunciado desde o terceiro trimestre de 2023.
Os bancos reforçaram os critérios para conceder créditos às empresas de forma acumulada desde meados de 2025, apesar de o BCE ter anteriormente reduzido as taxas de juro.
A pesquisa refere ainda que 2% dos bancos da zona euro endureceram no primeiro trimestre os critérios de concessão de crédito às famílias para a compra de uma habitação, enquanto 2% os tinha relaxado no quarto trimestre de 2025.
O BCE também refere que 15% dos bancos da zona euro endureceram os padrões de crédito ao consumo e outros empréstimos às famílias (contra 6% no quarto trimestre).
Para o segundo trimestre, os bancos esperam endurecer significativamente mais os critérios de concessão de empréstimos às empresas e às famílias, tanto para a compra de casa como para consumo, devido às tensões geopolíticas, aos preços da energia e aos custos de financiamento mais elevados.