

As empresas que adotam tecnologias de inteligência artificial na União Europeia (UE) são mais produtivas, sem que a tecnologia substitua a mão-de-obra a curto prazo, considera o Banco Central Europeu (BCE).
Esta evidência inicial para a União sobre o impacto da IA no mercado de trabalho também está em linha com os resultados dos inquéritos que o BCE realiza junto das empresas, de acordo com um artigo do seu boletim económico, publicado hoje.
Além disso, “as empresas europeias com um elevado nível de adoção e investimento em IA são mais propensas a contratar pessoal adicional”, acrescentam os economistas do BCE, Isabella Moder e Til Pommer.
No entanto, nos EUA, o emprego diminuiu, em média, mais de 4% entre 2019 e 2025 nas profissões com elevado risco de serem facilmente substituídas pela IA, como economistas e ‘designers’ gráficos.
Mas o emprego em funções que não são facilmente substituídas pela IA, por exemplo, eletricistas e professores do ensino secundário, aumentou 13% durante o mesmo período.
Nos EUA, os efeitos da IA no emprego provavelmente tornar-se-ão visíveis mais cedo do que noutras grandes economias, porque as empresas norte-americanas foram as primeiras a adotar a IA e porque o mercado de trabalho norte-americano é flexível.
A IA afeta o crescimento do emprego em alguns subgrupos específicos de profissões.
As consequências da IA para o emprego agregado, até à data, não são conclusivas, mas “tem tido um impacto relativo no crescimento do emprego desde 2019”, segundo Moder e Pommer.
O impacto acelerou-se desde o lançamento, no final de 2022, do ChatGPT, um grande modelo de linguagem para compreender, processar e gerar texto de forma natural.
O impacto da IA no crescimento do emprego não se traduziu em diferenças significativas no crescimento salarial.