Bison Bank faz reorganização estratégica e lança primeira ‘stablecoin’ portuguesa

Banco português anunciou também já dispor da tecnologia e do ‘know-how’ necessários para avançar com a ‘tokenização’ de ativos do mundo real (RWA ou ‘Real World Assets’).
António Henriques, CEO do Bison Bank
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O português Bison Bank anunciou esta terça-feira, 27, a fusão por incorporação da subsidiária de criptoativos Bison Digital Assets (BDA) e o lançamento de uma ‘stablecoin’ própria este ano, a primeira a ser emitida por um banco em Portugal.

Em comunicado, o banco português especializado em serviços de banca privada (‘private banking’), gestão de património, custódia e banca de investimento anunciou também já dispor da tecnologia e do ‘know-how’ necessários para avançar com a ‘tokenização’ de ativos do mundo real (RWA ou ‘Real World Assets’).

“Estas iniciativas surgem num momento em que a BDA celebra o seu terceiro aniversário e têm como objetivo reforçar a proposta de valor do banco para a sua base de clientes global, que se estende por mais de 140 países”, salienta o Bison Bank.

Segundo acrescenta, “refletem ainda o alinhamento do banco com o novo enquadramento regulatório europeu para o mercado de criptoativos (‘Markets in Crypto-Assets’, MiCA)”, recentemente publicado em Portugal e que autoriza as instituições de crédito a oferecerem diretamente serviços com criptoativos.

De acordo com a instituição bancária, a base da reorganização estratégica agora anunciada é a fusão por incorporação da Bison Digital Assets na estrutura principal do Bison Bank, passando os serviços de depósito, transferência e troca de criptoativos a fazer parte da oferta direta do banco.

“A integração da BDA no Bison Bank é um movimento natural, impulsionado pelo novo quadro regulamentar MiCA, que prevê a possibilidade de os bancos exercerem atividade com criptoativos”, afirma o presidente executivo (CEO) do Bison Bank, citado no comunicado.

Segundo António Henriques, este passo “reforça o posicionamento estratégico do banco na inovação e na tecnologia”.

No que diz respeito à ‘tokenização’ de ativos do mundo real (RWA ou ‘Real World Assets’), enquanto processo de criação de uma representação digital (‘token’) de um ativo numa ‘blockchain’, é análoga à compra de uma ação de uma empresa, permitindo que um ativo (como um edifício ou um fundo de investimento) seja transformado ou “dividido” em frações digitais.

“Esta tecnologia permite não só democratizar o acesso a investimentos de valor elevado ao reduzir a barreira de entrada, como também aumentar e democratizar a capacidade de atrair liquidez para esses ativos, tornando-os mais fáceis de transacionar”, destaca o Bison Bank.

Conforme explica, graças à ‘tokenização’, “novas oportunidades de investimento, antes reservadas a grandes investidores, tornam-se acessíveis a um público mais amplo, incluindo clientes individuais”. Ao mesmo tempo, o registo em ‘blockchain’ “confere maior transparência e segurança a todo o processo”.

Numa fase inicial, o Bison Bank irá focar esta nova capacidade nos setores do imobiliário e de fundos de investimento.

Durante este ano, o banco planeia ainda lançar a sua própria ‘stablecoin’, salientando que será “a primeira a ser emitida por uma instituição bancária em Portugal” e permitirá “melhorar a eficiência dos pagamentos transfronteiriços, reduzir custos e acelerar transações internacionais dos seus clientes”.

As ‘stablecoins’ são criptomoedas concebidas para manter um valor estável, geralmente indexado a moedas fiduciárias, como o dólar ou o euro. Ao contrário de outros criptoativos, como a bitcoin, sujeitos a flutuações de mercado, as ‘stablecoins’ replicam a estabilidade de ativos tradicionais, funcionando como um refúgio relativamente seguro no universo digital.

António Henriques, CEO do Bison Bank
Bison Bank quer afirmar-se como private banking para os clientes portugueses

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