Britânica BP anuncia intenção de vender atividades de exploração no Mar do Norte

A decisão insere-se numa reestruturação empresarial mais ampla com o objetivo de simplificar as operações, reduzir a dívida, e reafetar capital para oportunidades de maior valor.
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A gigante petrolífera britânica BP anunciou esta sexta-feira o lançamento de um processo que visa colocar no mercado as suas atividades no Mar do Norte, afirmando querer reorientar-se para "oportunidades de maior valor acrescentado".

"O Reino Unido é a nossa casa há mais de 100 anos e continuará a desempenhar um papel importante no nosso futuro", assegurou a diretora-executiva, Meg O'Neill, citada no comunicado. A empresa especifica que a sede da BP permanecerá no país.

A decisão insere-se numa reestruturação empresarial mais ampla liderada por O'Neill com o objetivo de simplificar as operações, reduzir a dívida, e reafetar capital para oportunidades de maior valor.

Segundo o jornal Wall Street Journal, a alienação planeada alinha-se com a meta da BP de realizar 20 mil milhões de dólares (18,4 mil milhões de euros) em vendas totais de ativos até 2027.

Os ativos colocados à venda consistem em cinco grandes polos de produção offshore: as instalações de Andrew e ETAP no Mar do Norte Central, juntamente com os polos de Glen Lyon, Clair e Clair Ridge situados a Oeste de Shetland.

Coletivamente, estas operações produzem quase 100 mil barris de petróleo e gás por dia e empregam diretamente cerca de 1.100 trabalhadores, de um total de aproximadamente 14 000 colaboradores da BP no Reino Unido.

Perante as pressões de Donald Trump, que apela há vários meses ao Reino Unido para realizar mais exploração energética no Mar do Norte, o primeiro-ministro britânico Andy Burnham tinha garantido na quinta-feira que seria "pragmático", acrescentando que o país "não pode ignorar" este recurso.

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