CGD Brasil mais perto de ser vendida. Nubank quer fechar negócio por 42 milhões até final do ano

A instituição financeira brasileira é 100% digital e prometeu obter uma licença bancária em 2026. Posto isto, olha com bons olhos para a CGD Brasil, depois de ver outros dois negócios caírem.
Paulo Macedo, presidente da CGD.
Paulo Macedo, presidente da CGD.FOTO: Gerardo Santos
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A subsidiária brasileira da Caixa Geral de Depósitos está cada vez mais perto de ser vendida. Desta vez, são os brasileiros do Nubank que avançam para o negócio, cujo valor deve ascender a 250 milhões de reais brasileiros (42 milhões de euros).

O banco público está presente no Brasil há 13 anos, com uma operação que contempla meio de pagamento e crédito, que se foca sobretudo em empresas (menos em particulares). Porém, está em fase de venda, depois de a medida ter sido aprovada em Conselho de Ministros, no ano passado.

Recorde-se que o Estado português é o único acionista da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Paulo Macedo, presidente do banco, já garantiu existirem vários interessados. Um dos nomes é agora o do Nubank. Trata-se de uma instituição financeira brasileira 100% digital que tem um comprometimento, junto do Banco Central do Brasil, a obter até final de 2026, uma licença de operação no setor bancário.

Isto permitiria manter a marca, ou seja, o nome com que se apresenta. É que, no ano passado, aquele regulador emitiu uma portaria que proíbe que fintechs e outras instituições financeiras que não tenham licença bancária usem um nome que as sugira como banco - é o caso em "Nubank".

Assim sendo, é de prever que queira concretizar o negócio até ao fim do ano. O valor envolvido deve rondar 250 milhões de reais brasileiros (42 milhões de euros), incluindo a compra da dívida inerente.

No passado, o Nubank já tentou comprar o Master e o Digimais, também estas instituições financeiras estabelecidas no Brasil. No entanto, os negócios acabariam por não se concretizar.

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