CGD: lucros sobem para 397 milhões de euros mas caem em Portugal no primeiro trimestre

A CGD viu o resulto líquido aumentar residualmente (1%), naquele que é "um dos melhores momentos da sua história", de acordo com o CEO, Paulo Macedo. No mercado nacional, registou uma redução.
CGD: lucros sobem para 397 milhões de euros mas caem em Portugal no primeiro trimestre
FOTO: Gerardo Santos
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A Caixa Geral de Depósitos registou um resultado líquido de 397 milhões de euros no primeiro trimestre. Em causa está um aumento de 1% face ao mesmo período do ano passado.

Os resultados foram apresentados na tarde desta sexta-feira, dia 8 de maio. A carteira de crédito do banco público em Portugal aumentou 1,7 mil milhões de euros, sendo "continuamos a financiar uma em cada três casas que os jovens compram através de financiamento", salientou o responsável.

Não obstante, os resultados em Portugal caíram 2,5%, já que houve uma redução de 10 milhões de euros, ao nível do lucro.

Os dados indicam ainda que os clientes ativos na app da CGD já são 2,21 milhões, o que significa um aumento homólogo de 10%. Ora, pela primeira vez, 99% das transações foram feitas através dos canais digitais.

A carteira de crédito do banco público em Portugal atingiu 53 mil milhões (mais 9% em termos homólogos). A respeito do crédito à habitação regista-se um aumento da carteira na ordem de 12%, para 29 mil milhões, até março. Posto isto, "continuamos a financiar uma em cada três casas que os jovens compram através de financiamento", salientou o responsável.

Neste capítulo, "a Caixa distanciou-se do principal concorrente", acrescentou António Valente, CFO da Caixa.

Em simultâneo, o crédito ao consumo atingiu 1,4 mil milhões de euros (mais 13% do que no primeiro trimestre do ano passado) e o crédito a empresas e institucionais chegou aos 23 mil milhões de euros (subida de 5%).

Ora, o custo de risco baixou para -0,29%, o que significa que este foi o terceiro ano consecutivo com risco negativo, nos primeiros trimestres.

BCI a caminho da bolsa

O CEO reconheceu que, a respeito do BCI, "a intenção de cotar na bolsa de Maputo", na mesma apresentação. Em causa está o Banco Comercial e de Investimentos, que é a divisão da CGD em Moçambique.

Na perspetiva dos acionistas, diz, "é uma boa oportunidade para o fazer", pelo que resta saber se há procura, da parte de potenciais acionistas.

Em todo o caso, as autoridades moçambicanas já se mostraram favoráveis.

Olhando para outra geografia, a futura venda da CGD Brasil está a avançar ao ritmo natural, mediante o prazo definido no Conselho de Ministros.

A CGD beneficiou ainda de uma "melhoria no nível do serviço", como comprova o menor número de reclamações.

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