China aprova preparativos da Visa para entrar no mercado de cartões bancários

A Visa Information Technology, sociedade constituída na China pela multinacional norte-americana, terá um ano para concluir os preparativos e solicitar a autorização definitiva para iniciar operações.
China aprova preparativos da Visa para entrar no mercado de cartões bancários
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O Banco Popular da China (banco central) autorizou esta terça-feira a norte-americana Visa a iniciar os preparativos para estabelecer uma entidade de compensação de cartões bancários no país, primeiro passo para operar uma rede própria de processamento de pagamentos.

De acordo com a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, a Visa Information Technology (Pequim), sociedade constituída na China pela multinacional norte-americana, terá um ano para concluir os preparativos e solicitar a autorização definitiva para iniciar operações.

A licença terá de ser aprovada conjuntamente pelo Banco Popular da China (BPC) e pela Administração Nacional de Regulação Financeira, pelo que a autorização anunciada hoje ainda não permite à Visa prestar estes serviços.

Caso obtenha a licença, a empresa poderá processar pagamentos na moeda chinesa, o yuan, com cartões emitidos por bancos chineses para operações na China, uma atividade distinta dos serviços que já disponibiliza para cartões estrangeiros utilizados no país asiático.

A Visa seguirá assim os passos das concorrentes norte-americanas American Express e Mastercard, que já receberam autorização para operar redes de compensação de cartões bancários no mercado chinês.

A American Express obteve a licença em 2020, enquanto a Mastercard recebeu a aprovação definitiva em novembro de 2023 e iniciou operações em maio de 2024, através de uma empresa conjunta com a chinesa NetsUnion.

A Visa confirmou, em novembro de 2018, que solicitou autorização para estabelecer uma entidade de compensação de cartões na China, pelo que a aprovação anunciada hoje surge quase oito anos depois do pedido inicial.

As duas concorrentes entraram num mercado historicamente dominado pela rede nacional UnionPay, no âmbito da abertura do setor chinês dos pagamentos a operadores estrangeiros.

Ao contrário da American Express e da Mastercard, que recorreram a empresas conjuntas com parceiros chineses, a Visa obteve a autorização preparatória através de uma sociedade constituída no país pela própria multinacional.

Se receber a licença definitiva, a Visa poderá alargar as opções disponíveis aos bancos chineses para a emissão de cartões e o processamento de pagamentos, além de oferecer novas alternativas aos comerciantes e consumidores, dependendo dos serviços autorizados.

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