

A China está a reduzir os apoios aos fabricantes automóveis e proibiu a venda de carros por valores inferiores ao custo de produção. Em resultado, surgem as primeiras fissuras nas empresas, algumas das quais desvalorizaram mais de 20% nos últimos 12 meses.
Nomes como BYD, Xpeng ou SAIC surgiram em força no mercado chinês, roubando espaço a marcas estrangeiras naquele país e, com o passar dos anos, um pouco por todo o mundo. Os carros elétricos venderam, em 2025, mais do que nunca e a China conta com uma fatia cada vez mais significativa. A este respeito recorde-se, a título de exemplo, que a BYD vendeu mais carros do que a Tesla, em 2025, tornando-se a 'número 1', à escala global.
Porém, as medidas mais recentes do administração chinesa põem a descoberto as primeiras debilidades. As empresas enfrentam agora sérios problemas, no quintal da própria casa.
Por um lado, a China está a reduzir ou mesmo a eliminar os apoios públicos a estas empresas, cruciais para que das fábricas saia um número de carros que permite chegar a economias espalhadas pelo globo.
Por outro, o país avançou a proibição da venda de automóveis a preços inferiores ao custo da produção, o que significa que vai dificultar a guerra de preços forçada por estas empresas. Isto porque muitas automotoras chinesas aproveitavam aqueles apoios para colocarem preços mais baixos. Estas passarão a ser multadas caso continuem a fazê-lo.
Desvalorização acentuada em bolsa
Cotadas em bolsa, as oito fabricantes chinesas do setor automóvel mais valiosas desvalorizaram perto de 15%, em média, nos últimos 12 meses. A BYD, por exemplo, negoceia na bolsa de Shenzen e regista uma queda próxima de 24%.
Em causa estão fortes inseguranças ligadas precisamente à rentabilidade das companhias, num cenário em que o mercado automóvel está super competitivo, entre os players chineses, europeus e norte-americanos.